Inflação avança após maior alta no mês em 21 anos



(Fotos: Agência Brasil)

Ao contrário do que diz o presidente da República, o problema do Brasil definitivamente não é o Supremo Tribunal Federal. A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), esta sim, atingiu em agosto 0,87%, a maior alta para o mês em 21 anos. Com isso, o indicador acumula altas de 5,67% no ano e de 9,68% nos últimos 12 meses, o maior acumulado desde fevereiro de 2016 - no auge da crise política, com recessão econômica, que resultou no golpe do impeachment contra Dilma Rousseff - quando o índice alcançou 10,36%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre os nove grupos e serviços pesquisados pelo instituto, oito subiram em agosto, com destaque para os transportes, com alta de 1,46%, puxado pelos combustíveis. A gasolina subiu 2,80% o etanol 4,50%, gás veicular 2,06% e óleo diesel 1,79%.

Influenciado pelos reajustes aplicados de acordo com a política de preços da Petrobras, que acaba sendo repassada ao consumidor final, a gasolina acumula alta de 31,09%, o etanol de 40,75% e o diesel de 28,02%, no ano.

Os produtos alimentícios, que atingem as famílias mais pobres, também pesou no bolso dos consumidores, com alta de 1,29% em agosto - a segunda maior.

Curitiba tem inflação acima de 12%

Entre as 16 regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE, oito apresentaram taxas acumuladas em 12 meses superiores a 10%.

A maior inflação acumulada foi verificada em Curitiba, com taxa de 12,08%, seguida de Rio Branco (11,97%), Campo Grande (11,26%) e São Luís (11,25%). O menor acumulado de 12 meses foi registrado no Rio de Janeiro, com inflação de 8,09%.

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