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Inflação desacelera em outubro e acumulado no ano fica em 3,75%


(Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

A inflação desacelerou no mês de outubro, e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - que mede a inflação oficial do país - foi de 0,24%, uma ligeira queda em relação aos 0,26% registrados em setembro. O percentual atual é também inferior aos 0,59% registrados em outubro de 2022. No ano, a inflação acumulada é de 3,75% e, nos últimos 12 meses, 4,82%.


Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (10) pelo IBGE. Apesar da desaceleração da inflação, os preços de oito dos nove grupos de produtos e serviços analisados pelo IBGE registraram leve alta.


No grupo transportes, as passagens aéreas, que já tinham ficado 13,47% mais caras em setembro, subiram 23,70%. “Essa alta pode estar relacionada a alguns fatores como o aumento no preço de querosene de aviação e a proximidade das férias de fim de ano”, explica o gerente da pesquisa, André Almeida.


Já a gasolina, subitem com maior peso entre os 377 na cesta de compra das famílias, ajudou a segurar a inflação. O preço do derivado de petróleo caiu 1,53%. Os preços do gás veicular e do etanol também caíram, 1,23% e 0,96%, respectivamente.


“Essa queda em outubro foi o maior impacto negativo no índice (-0,08 ponto percentual) e contribuiu para segurar o resultado do grupo de transportes”, acrescenta o gerente do IBGE.


O grupo alimentação e bebidas – o que mais pesa no orçamento das famílias - apresentou leve alta depois de quatro meses seguidos de deflação, isto é, queda nos preços. A alimentação no domicílio subiu 0,27%, impulsionada pela batata-inglesa (11,23%), cebola (8,46%), frutas (3,06%), arroz (2,99%) e carnes (0,53%).


“O arroz acumula alta de 13,58% no ano. Esse resultado é influenciado pela menor oferta, já que ele está no período de entressafra e houve maior demanda de exportação. No caso da batata e da cebola, a menor oferta é resultado do aumento de chuvas nas regiões produtoras, que prejudicou a colheita”, detalha André Almeida.


O grupo comunicação foi o único que registrou deflação, queda de 0,19%. O motivo foi a série de quedas nos preços dos aparelhos telefônicos e dos planos de telefonia fixa.


Para chegar aos dados divulgados, foram comparados preços coletados entre 29 de setembro e 30 de outubro de 2023 (referência) com os preços vigentes de 30 de agosto a 28 de setembro de 2023 (base).

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