Inflação em setembro é a maior nos últimos 27 anos


Nota de "dólar" de US 9,5 milhões ou R$ 51 milhões, com a cara de Paulo Guedes, colada por ativistas (Reprodução)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no Brasil, subiu 1,16% em setembro e acumula alta de 10,25% em 12 meses. Esse índice é o mais alto para o mês desde 1994, quando foi criado o Plano Real para acabar com a hiperinflação, e o acumulado chegou a dois dígitos e é o maior desde fevereiro de 2016, ano do golpe contra a presidente Dilma Rousseff, quando a inflação oficial chegou a 10,36%.

De acordo com o IBGE, entre os itens que mais pesaram no bolso do consumidor nos últimos 12 meses estão a gasolina, com um aumento de quase 39,60%; o gás de cozinha, com 35%; e as carnes, com 37%. O etanol subiu 64,77%.

A maior alta em setembro foi a do grupo Habitação (2,56%), puxado pelo aumento de 6,47% na conta de luz, por conta da crise hídrica.

A alta no grupo Transportes (1,82%) foi puxada pelos combustíveis que subiram 2,43% no mês - gasolina (2,32%) e etanol (3,79). .

A disparada da inflação ocorre em meio ao desemprego de mais de 14 milhões de brasileiros, o aumento do número de famílias na pobreza extrema e a volta da fome no país.

E também em meio ao debacle do super-ministro da Economia do governo Bolsonaro, após revelação do Pandora Papers sobre a offshore milionária de Paulo Guedes em paraíso fiscal.

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