Inflação tem maior alta mensal em 25 anos


(Foto: Agência Brasil)

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou uma variação da inflação nos últimos 12 meses mais alta que entre maio de 2019 e maio de 2020, quando ocorreu um aumento de 6,76%.

A inflação no Brasil subiu em maio para 0,83%, atingindo a variação mensal mais alta desde 1996, anunciou nesta quarta-feira (9) o IBGE.

"Foi o maior resultado para um mês de maio desde 1996 [1,22%]", relata o instituto.

Além disso, o IBGE registrou uma alta de 8,06% nos últimos 12 meses, acima dos 6,76% nos 12 meses anteriores. No acumulado do ano até agora, entre janeiro e maio de 2021, a inflação foi de 3,22%.

Entre os produtos e serviços com maior alta de inflação em maio os destaque foram habitação (1,78%), artigos de residência (1,25%) e transportes (1,15%).

Os itens que mais influenciaram esses grupos foram energia elétrica (5,37%), que passou para a bandeira tarifária vermelha patamar 1 no mês, e gasolina (2,87%).

Outros grupos com taxa de inflação importantes foram saúde e cuidados pessoais (0,76%), alimentação e bebidas (0,44%) e artigos de residência (1,25%).

A região metropolitana de Salvador, na Bahia, registrou uma inflação de 1,12% em maio, enquanto a menor ocorreu em Brasília, no DF, batendo 0,27%.

A disparada deixou a meta do governo sobre a inflação acumulada em 12 meses, que era de 3,75% em 2021, podendo variar entre 2,25% e 5,25%, muito acima do esperado. Por sua vez, a estimativa mediana da variação mensal de 35 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data era de avanço de 0,70% em maio.

Agora, o Banco Central crê que a inflação terá uma alta de 5,44% em 2021, tratando-se da nona semana seguida de alta em expectativa, mas com alguns analistas já esperando uma taxa de cerca de 6%.

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