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Inglaterra bate Austrália e decide Copa do Mundo contra Espanha


(Foto: Fifa)

Mesmo com mais de 75 mil torcedores como adversários Estádio Olímpico de Sidney, a Inglaterra derrotou as donas da casa australianas por 3 a 1, nesta quarta (16), e avançou para sua primeira decisão de Copa do Mundo. Em uma partida eletrizante na segunda etapa, Toone, Hemp e Russo marcaram para as inglesas. Sam Kerr anotou o gol das Matildas, que, mesmo com a derrota, já garantiram sua melhor campanha na história da competição. No domingo (20), a Inglaterra encara a Espanha na final. No dia anterior, a Austrália decide o terceiro lugar contra a Suécia.

No primeiro tempo, a Inglaterra empregou seu estilo de jogo de posse de bola e paciência, enquanto a Austrália, numa postura mais conservadora, buscava uma bola longa para tentar pegar a defesa adversária desprevenida. Aos seis minutos até conseguiu isso. Sam Kerr apareceu livre e finalizou para defesa de Earps, mas o impedimento estava marcado.


Pouco a pouco as inglesas tomaram conta da partida e foram criando chances. Stanway foi lançada na área e chutou para excelente defesa de Arnold. Depois Hemp recebeu na direita e chutou na rede, pelo lado de fora.


Aos 35, enfim, saiu o gol. Após cobrança de lateral pela esquerda, Russo dominou com categoria e tocou para trás. Ella Toone chegou chutando de primeira, fazendo um belo gol ao acertar o ângulo esquerdo da goleira Arnold.

Inglaterra decisiva

Depois do intervalo, as equipes voltaram sem alterações na escalação, mas a Austrália claramente mudou sua postura. Passou a jogar mais com a bola, embora abusasse dos cruzamentos. A atitude, no entanto, era de pressionar mais as inglesas.


As primeiras boas chances foram da Inglaterra. Aos 11, Hemp chutou para grande defesa de Arnold, que colocou para escanteio. Na cobrança, Bright subiu mais alto que todo mundo e cabeceou para fora.


Aos 18 a Austrália conseguiu o gol que tanto perseguia. Após bola roubada, a craque Sam Kerr foi lançada com espaço. Ela tinha a opção do passe para Foord, que penetrava livre, mas preferiu o chute de fora da área e acabou marcando um golaço para empatar. Na primeira partida como titular nesta Copa, Kerr, que sofreu lesão na panturrilha pouco antes do início da competição, fez seu primeiro gol neste Mundial.


Empolgadas com a igualdade, as Matildas seguiram pressionando. A própria Kerr fez grande jogada pela esquerda, mas não conseguiu concluir em gol.


Já a Inglaterra tirou proveito de pequenos erros das australianas para liquidar o jogo. Aos 26, Hemp foi lançada pela esquerda, a zagueira Carpenter perdeu o tempo da bola e não conseguiu afastar o perigo. A camisa 11 inglesa então tocou na saída de Arnold, surpreendida com a falha da companheira.


Novamente atrás no placar, a Austrália voltou a usar a tática das bolas aéreas. Em duas delas, Kerr perdeu gols incríveis. Na primeira, após cruzamento pela esquerda, ela surgiu livre na pequena área, mas tentou um toque com a parte de trás da cabeça que acabou saindo por cima do gol.


A segunda chance foi tão ou mais impressionante. A Austrália cobrou escanteio e povoou a pequena área adversária. Após rebote da goleira Earps, Kerr pegou de primeira, de frente para a meta, e mais uma vez finalizou para fora.


O castigo veio nos minutos finais. Aos 41, com a Austrália quase toda no campo de ataque, Hemp recuperou a bola ainda no campo de defesa, avançou e acertou passe milimétrico nos pés de Russo, que finalizou cruzado para marcar o terceiro e enterrar qualquer esperança das Matildas: 3 a 1.


A vaga na final foi muito comemorada pela equipe e pela técnica Sarina Wiegman, que alcança sua segunda decisão consecutiva. Ela foi vice com a Holanda, seu país natal, em 2019.

Campeã inédita

Seja lá o que acontecer no domingo (20), em Sidney (Austrália), uma coisa já é certa: a Copa do Mundo de futebol feminino terá uma campeã inédita. Inglaterra e Espanha não apenas nunca levantaram o título, como também nunca haviam alcançado esta etapa do torneio. A presença das inglesas, por um lado, é a continuação de uma ascensão no cenário mundial, com duas semifinais nas últimas duas edições e um título europeu no ano passado. A Espanha, por sua vez, é uma surpresa ao decidir o título estando apenas em sua terceira participação em Copas.


Nas quatro primeiras edições da Copa do Mundo feminina (1991, 1995, 1999 e 2003) a seleção inglesa esteve presente apenas uma vez, em 1995. Desde 2007, no entanto, conseguiu se classificar todas as vezes. Um detalhe interessante é que sempre que disputou a competição a Inglaterra conseguiu avançar de fase: foi até as quartas em 1995, 2007 e 2011, parou na semi em 2015 e em 2019 e agora chega à decisão.


Já a Espanha estreou em Copas femininas apenas em 2015, no Canadá. Naquela ocasião caiu no mesmo grupo do Brasil e terminou em último lugar na chave, atrás também da Coreia do Sul e da Costa Rica. Em 2019, na França, conseguiu avançar às oitavas, onde parou nos Estados Unidos, que acabaram vencendo a competição.


Domínio dos EUA

A seleção dos Estados Unidos, além de ser a maior vencedora da história da Copa do Mundo, com quatro títulos (1991, 1999, 2015 e 2019), é também a que chegou a mais finais: foram cinco, contando com a derrota para o Japão em 2011.


Na sequência, a Alemanha, vencedora em 2003 e em 2007, tem três participações em finais, já que perdeu a decisão de 1995 para a Noruega.


Empatadas com duas decisões cada estão Noruega e Japão. As duas seleções têm um título e um vice-campeonato cada.


China, Suécia, Brasil e Holanda estiveram na final uma vez cada, sempre saindo derrotadas.


Com a Agência Brasil

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