Investidor de criptomoeda assassinado na Região dos Lagos


(Reprodução)

Policiais da 125ª DP, de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, investigam o assassinato de Wesley Pessano, de 19 anos, executado a tiros dentro do seu carro - um Porsche Boxster - quando chegava em um salão no bairro São João do balneário para cortar o cabelo nesta quarta-feira (4). O rapaz era investidor em criptomoeda e usava o nome de Deus em seus discursos para atrair pessoas para esse modelo de negócio digital. Wesley foi baleado quando um outro carro emparelhou com o dele próximo ao salão de cabeleireiro.

Nas redes sociais, ele afirmava que começou a ganhar dinheiro aos 18 anos e que passou a receber, por dia, o que ele tirava em um mês trabalhando seis horas por dia com telemarketing. Citando Deus, ele disse pelo Instagram que ganhou mais de R$ 30 mil ao vivo para 200 pessoas em uma live "mesmo com diversas pessoas ali desacreditando. Mas Deus está comigo e eu sei que ele não falha", escreveu.

"Rapaziada, cresci ouvindo que Deus sempre quis me abençoar com as riquezas do melhor. Confesso que nunca entendi, pois olhava ao meu redor e não via as “tais bençãos da riqueza”. Muito pelo contrário", escreveu Wesley em uma publicação do ano passado com o objetivo de atrair as pessoas para o negócio. E disse ainda: "Só então entendi que Deus nos abençoa com grandiosidades se estamos preparados para recebê-las."

Em publicações em redes sociais, ele também aparece ostentando contando notas de dinheiro, andando de jet ski e dirigindo carros de luxo, incluindo o Porsche Boxster vermelho conversível avaliado em mais de R$ 400 mil. Ele chegou a dizer também que "tudo que boto a mão vira ouro".

Ele oferecia ainda uma série de encontros presenciais de mentorias sobre investimento em criptomoedas que chamava de "imersão", e que, segundo dizia em suas publicações, chegou a acontecer em oito estados em 2020.

O mercado de criptomoeda é conhecido também pela ocorrência de golpes e fraudes, tanto no Brasil como no exterior. Num dos casos mais rumorosos, nos Estados Unidos, uma ação coletiva levou à prisão preventiva de Konstantin Ignatova, irmão da fundadora da One Life, Ruja Ignatova, em 2019, pelo FBI.


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