Investigação sobre 'ministério paralelo' é novo foco da CPI


CPI da Covid terá novo foco nas próximas reuniões (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

Com a confirmação da existência de um "ministério paralelo" para aconselhamento alternativo sobre ações do governo durante a pandemia no Palácio do Planalto, a CPI da Covid decidiu que vai concentrar e priorizar a investigação sobre as reuniões que ocorriam paralelamente, tornando secundárias questões relativas a Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde.

A definição do novo enfoque da comissão parlamentar de inquérito ocorre depois da decisão do comandante do Exército, general Paulo Sérgio, de não penalizar Pazuello ao participar de ato político com o presidente Jair Bolsonaro e das revelações da reunião no Planalto, transmitida em rede social do presidente, na qual foi sugerido um "gabinete das sombras".

"Ele vai fazer o que lá? Perder tempo? Pazuello tinha uma missão a cumprir, não tinha mais nada. O gabinete paralelo é que decidia a vida das pessoas, a hora que ia comprar vacina", afirmou o presidente da Comissão, Omar Aziz (PSD-AM).

Para o senador, um novo depoimento de Pazuello se tornou dispensável neste momento. Já para o relator, Renan Calheiros (MDB-AL), o ex-ministro não é mais a prioridade para a Comissão, mas considera necessário ainda marcar uma nova convocação para depoimento.

O vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) também concorda com Renan e afirma que a não punição de Pazuello e o vídeo não se excluem e, por isso, será importante ouvir o ex-ministro novamente.

"Respeito a opinião do presidente Omar, mas os dois fatores [gabinete paralelo e Pazuello] têm a mesma prioridade. Com Pazuello, se efetivou esse gabinete paralelo. O que fica para nós patente é que o ex-ministro é um dos membros dessa estrutura negacionista, antivacina", afirma Randolfe.

No dia 26 de maio, os senadores haviam aprovado uma nova convocação de Pazuello, após confirmar que o general e ex-ministro da Saúde mentiu diversas vezes com objetivo de blindar o presidente e pelo fato de ele ter participado de motociata promovida por Bolsonaro e apoiadores.

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