Irã executa 67ª fase da operação 'Verdadeira Promessa 4'
- 20 de mar.
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(Da Telesur) - A Guarda Revolucionária do Irã (CGRI) realizou a 67ª onda da Operação Promessa Verdadeira 4 na sexta-feira, 20 de março, utilizando mísseis balísticos e de fragmentação contra alvos israelenses na Palestina ocupada e bases americanas na região.
A força militar dedicou esta ação ao espírito do mártir Ali Mohammad Naeini, porta-voz da Guarda Revolucionária, que foi morto na agressão israelense-americana contra o território iraniano.
O governo iraniano também confirmou impactos de mísseis de longo e médio alcance em radares de alerta antecipado e pontos de concentração de tropas na base de Al Wafaa, destacando a eficácia dos ataques contra os sistemas de defesa aérea no centro, sul e norte da Palestina ocupada.
A administração de Teerã já havia realizado a 66ª onda, visando o coração dos territórios ocupados, incluindo Tel Aviv. Durante a 65ª onda, a Guarda Revolucionária empregou pela primeira vez o sistema de mísseis Nasrallah modernizado contra refinarias em Haifa e Ashdod.
Veículos de comunicação israelenses reconheceram a imprecisão de suas avaliações sobre a estabilidade do sistema iraniano e confirmaram a eficácia das operações, observando que 70% dos projéteis lançados recentemente carregavam ogivas de fragmentação.
Uma ogiva de fragmentação se divide em alta altitude em múltiplos projéteis menores que são distribuídos por uma ampla área. A vantagem desse mecanismo reside no aumento da probabilidade de atingir o alvo, o que poderia resultar em um maior número de vítimas e danos materiais.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que Teerã não hesitará em atacar novamente sua infraestrutura essencial. Essa advertência surge após a morte de Ali Larijani e o anúncio de retaliação por parte das autoridades, que afirmaram que a resposta anterior representou apenas uma fração de seu verdadeiro poder.
Araghchi explicou que a contenção anterior foi uma resposta a um pedido de desescalada, mas elevou o tom contra a aliança EUA-Israel, afirmando que o governo iraniano terá tolerância zero caso seu setor energético seja afetado.
Além disso, o ministro apresentou uma exigência política: qualquer cessação das hostilidades deve incluir a reparação dos danos causados a instalações civis e à infraestrutura do país. Essa mensagem surge em meio a uma operação relâmpago e de alta intensidade realizada pela Guarda Revolucionária Islâmica contra bases militares da coalizão e alvos israelenses.
Por ora, o governo iraniano mantém uma postura firme de responder às ações de seus inimigos sem hesitar no uso de sua força militar.









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