Irmã de novo ministro tem cargo em 'estatal do Centrão'


(Reprodução)

Irmã do novo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), a advogada Juliana e Silva Nogueira Lima ganhou um cargo, com salário de quase R$ 18 mil, ainda no primeiro ano de governo do presidente Jair Bolsonaro, na Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), também conhecida como a “estatal do Centrão”. Juliana foi nomeada como assessora do presidente da Codevasf, empresa estatal que está no epicentro do escândalo do orçamento secreto, e continua no cargo até hoje, apesar do rodízio no comando da companhia. A informação foi publicada pelo portal Metrópoles.

Em 2011, Juliana chegou a participar de um concurso de analista judiciário no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), mas não foi aprovada.

Citado pelo portal, dados da Receita Federal e da Junta Comercial do Piauí mostram que hoje Juliana é sócia, sempre ao lado de familiares, de três empresas.

A irmã do novo ministro foi nomeada na Codevasf logo após Marcelo Andrade Moreira Pinto, indicado pelo DEM, tomar posse como diretor-presidente da companhia. Entre os presentes na cerimônia de posse de Moreira Pinto estava o senador Ciro Nogueira, um dos principais líderes do Centrão e agora mais novo ministro de Jair Bolsonaro, no arranjo político em troca de apoio no Congresso, com vistas à campanha para reeleição em 2022.

'Tratoraço'

Nogueira tem forte influência na Codevasf. O atual superintendente da companhia no Piauí é Inaldo Pereira Guerra Neto, nome de confiança do novo ministro da Casa Civil.

A Controladoria-Geral da União (CGU) apontou uma série de irregularidades em licitações realizadas pela Codevasf com dinheiro do "orçamento secreto", usado pelo governo para contemplar os aliados com direcionamento de emendas parlamentares para atender necessidades de estados e municípios.

Grande parte das irregularidades apontadas no uso desses recursos abrange a compra de tratores, instrumentos agrícolas e equipamentos pesados – como retroescavadeiras –, que se destacam no esquema de destinação de verbas sem transparência, no que vem sendo chamado de “tratoraço”, organizado pela gestão Jair Bolsonaro, conforme revelou o Estadão em maio.

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