Irmãos confessam ter matado Bruno e Dom Phillips no Amazonas

Atualizado: 16 de jun.


O indigenista Bruno Araújo Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips (Reprodução)

A Polícia Federal (PF) obteve nesta quarta-feira (15) a confissão dos dois suspeitos presos pelo desaparecimento no Amazonas do indigenista Bruno Araújo Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips. Amarildo Costa de Oliveira, o Pelado, e o irmão dele, Oseney da Costa Oliveira, confessaram o assassinato das vítimas. Posteriormente, a PF confirmou ter encontrado dois corpos na região onde os dois desapareceram.

Amarildo relatou ainda que uma terceira pessoa teria sido o responsável por atirar nas vítimas. Ele contou à PF onde os corpos foram enterrados.

Mais cedo, Amarildo e Oseney foram levados pela Policia Federal para a área de buscas, no Vale do Javari, onde foram encontrados na semana passada "material orgânico aparentemente humano" e, no último domingo, uma mochila e documentos pertencentes a Bruno e Dom Phillips. Amarildo foi preso no dia 7, e Oseney foi detido nesta terça-feira (14).

Uma testemunha chave afirmou ter visto Pelado carregar uma espingarda e fazer um cinto de munições pouco depois que o indigenista e o jornalista deixaram a comunidade de São Rafael com destino à Atalaia do Norte, na manhã de 5 de junho, quando foram vistos pela última vez.

O desaparecimento da dupla foi alertado pela União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) no dia seguinte. O Vale do Javari é a região com a maior concentração de povos indígenas isolados do mundo.

De acordo com as investigações, ações de Bruno, que acompanhava indígenas da Equipe de Vigilância da Univaja contra pesca ilegal de peixes e tartarugas raros na região, teriam contrariado o interesse do narcotraficante Rubens Villar Coelho, conhecido como "Colômbia", que tem dupla nacionalidade brasileira e peruana. Colômbia usa a venda desses animais valiosos no mercado local e exportado para vários países para levar dinheiro da droga produzida no Peru e na Colômbia - fronteira com a região do Vale do Javari - e vendida no Brasil. Ele teria dado ordens a Pelado para colocar a “cabeça de Bruno a leilão”.

Outro depoimento que reforça as suspeitas é o do procurador jurídico da Univaja, Eliésio Marubo, que afirma ter recebido de Bruno uma mensagem na qual temia por sua vida e que a reunião da qual ele participaria na região poderia "dar em algum problema".

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