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Irã acusa EUA de desestabilizar país por meio de ‘atividades extremistas’


Gholamhossein Darzi, embaixador do Irã junto ao Conselho de Segurança da ONU (Getty Images)
Gholamhossein Darzi, embaixador do Irã junto ao Conselho de Segurança da ONU (Getty Images)

O Irã acusou os Estados Unidos e Israel de tentarem desestabilizar o país persa, por meio do estímulo a “atividades extremistas e terroristas”, com o objetivo de intervir militarmente.


“O regime dos EUA tenta se apresentar como amigo do povo iraniano, enquanto simultaneamente prepara o terreno para um grande esforço de desestabilização política e intervenção militar sob uma suposta narrativa humanitária. Essas alegações são particularmente cínicas”, afirmou Gholamhossein Darzi, embaixador do Irã, nesta quinta-feira (15), durante a reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).


Darzi afirmou que a estratégia dos Estados Unidos, com o apoio de Israel na região, “se baseia na fabricação de vítimas, na disseminação de números falsos e inflados e na criação de um pretexto para intervenção estrangeira. É um roteiro familiar, usado repetidamente, do Iraque à Líbia e à Venezuela”.


A declaração foi feita após o embaixador estadunidense Mike Waltz afirmar que “todas as opções estão sobre a mesa para deter o massacre”, em referência aos iranianos mortos durante os protestos no Irã, e que Donald Trump “é um homem de ação, não de discursos intermináveis”.


Após a fala de Mike Waltz, o representante do governo iraniano afirmou que qualquer medida realizada pelos Estados Unidos contra o Irã terá uma resposta “decisiva, proporcional e legal”. “Hoje falo em nome de uma nação em luto. É profundamente lamentável que o representante do regime dos EUA, que solicitou esta reunião, tenha recorrido hoje a mentiras, distorção dos fatos e desinformação deliberada para ocultar o envolvimento direto de seu país em incitar a violência no Irã”, completou.


O representante teve o apoio do embaixador russo na ONU, Vassily Nebenzia, que acusou os EUA de convocarem uma reunião do Conselho de Segurança para justificar uma “agressão flagrante e interferência nos assuntos internos de um Estado soberano”.


Protestos

As manifestações eclodiram a partir de comerciantes que criticam a forte desvalorização da moeda nacional em relação às moedas estrangeiras e as crescentes dificuldades econômicas no país.


Rapidamente, os protestos se espalharam para diversas cidades do país. Em 8 de janeiro, atos em Teerã registraram incêndios e destruição de ônibus, ambulâncias, 24 prédios residenciais, 25 mesquitas, dois hospitais, 26 bancos e outros prédios governamentais e públicos.


Os manifestantes também cobram reformas políticas e no sistema judiciário, além de maior liberdade, e fazem críticas ao governo do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã. Em resposta, o regime iraniano bloqueou o acesso à internet em 9 de janeiro, enquanto Khamenei classificou os manifestantes como “sabotadores”.


No início das manifestações, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse que as reivindicações são “legítimas” e afirmou que o bem-estar da população é sua preocupação diária.


“Temos medidas fundamentais em pauta para reformar o sistema monetário e bancário e manter o poder de compra do povo. Instruí o Ministro do Interior a ouvir suas reivindicações legítimas por meio do diálogo com os representantes dos manifestantes, para que o governo possa agir com responsabilidade e com todas as suas forças para resolver os problemas”, escreveu em seu perfil no X, em 29 de dezembro.


Do Brasil de Fato

 
 
 
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