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Irã acusa EUA de 'violações graves' do memorando de fim da guerra

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

O terminal de petróleo na ilha iraniana de Kharg (Fatemeh Bahrami/Gettyimages.ru)
O terminal de petróleo na ilha iraniana de Kharg (Fatemeh Bahrami/Gettyimages.ru)

Teerã (Prensa Latina) – O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, acusou nesta quarta-feira (8) os Estados Unidos de cometerem "violações graves" do memorando de entendimento assinado com o Irã.


Em uma publicação na plataforma X, Qalibaf afirmou que essas violações incluem o descumprimento de acordos relativos ao Estreito de Ormuz, ameaças constantes de novos ataques, a reimposição de sanções às exportações de petróleo iraniano e bombardeios recentes no sul do país.


O líder legislativo iraniano também citou a agressão contínua de Israel contra o Líbano como parte dessas violações.


"A era da intimidação e da chantagem acabou. Não cederemos", escreveu Qalibaf.


Suas declarações ocorrem após o lançamento, pelos militares dos EUA, de uma nova onda de ataques contra o Irã na terça-feira e a revogação, por parte de Washington, de uma licença que permitia a Teerã vender petróleo nos mercados internacionais.


A decisão dos EUA seguiu-se a um ataque com mísseis contra três petroleiros no Estreito de Ormuz, uma escalada que aumentou a pressão sobre um cessar-fogo já frágil.


O Comando Central dos EUA anunciou na quarta-feira que suas forças haviam concluído uma nova rodada de ataques ofensivos contra o Irã, visando mais de 80 alvos com munições guiadas de precisão.


Segundo Washington, as ações foram uma resposta direta a ataques iranianos recentes contra navios mercantes que transitavam pelo Estreito de Ormuz.


Esses ataques são os mais recentes de uma série de incidentes que ameaçam o cessar-fogo alcançado pelos Estados Unidos e pelo Irã no mês passado, o qual interrompeu um conflito iniciado em fevereiro com bombardeios dos EUA e de Israel em território iraniano.


Em uma medida que poderia desferir um duro golpe nesse acordo, Washington decidiu na terça-feira revogar uma isenção fundamental que permitia ao Irã vender petróleo nos mercados internacionais.


Os preços do petróleo bruto subiram mais de 3% após o anúncio dos EUA de revogar a licença de venda. Em conformidade com o entendimento provisório alcançado entre Washington e Teerã no mês passado, o Departamento do Tesouro dos EUA havia emitido uma licença geral em 22 de junho, autorizando a venda de petróleo bruto, produtos petroquímicos e derivados de petróleo iranianos até 21 de agosto.


No entanto, ao revogar a licença na terça-feira, Washington concedeu ao Irã um prazo até 17 de julho para concluir quaisquer transações pendentes.

 
 
 
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