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Irã adverte para 'resposta dura' a Israel por violações do cessar-fogo no Líbano

  • há 8 horas
  • 3 min de leitura

Residências bombardeadas por Israel no Líbano (Reprodução)
Residências bombardeadas por Israel no Líbano (Reprodução)

O Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, o mais importante centro de coordenação operacional das Forças Armadas Iranianas, advertiu o regime israelense de que, caso seus ataques no sul do Líbano persistam, poderão provocar uma "forte resposta militar", após relatar 84 violações do cessar-fogo nos últimos dois dias.


Em um comunicado divulgado pelo centro de coordenação operacional, a continuidade das operações militares israelenses no Líbano foi denunciada, apesar do anúncio feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump, no domingo, 14 de junho, sobre o acordo de paz alcançado entre Washington e Teerã.


"Se o exército assassino de crianças do regime sionista não cessar suas atrocidades no sul do Líbano, enfrentará uma dura resposta das poderosas forças armadas da República Islâmica do Irã", diz o comunicado.


A agressão mais recente perpetrada por Israel ocorreu nesta quarta-feira (17), quando tropas do regime de Tel Aviv bombardearam cidades no sul do Líbano.


A Agência Nacional de Notícias Libanesa (NNA) informou que a área próxima à Escola Normal de Professores em Nabatieh foi atingida por fogo de artilharia. Ataques semelhantes foram realizados em vários locais daquela província, bem como em al-Fawqa e nas áreas orientais de Kfar Tebnit, deixando pelo menos quatro mortos.


Também foi relatado que drones israelenses realizaram três ataques nas cidades de Mansouri e Azieh, localizadas no distrito de Tiro, bem como nas áreas de Barashit, em Bint Jbeil, e Ansariyeh. Esses ataques aéreos resultaram em um número indeterminado de feridos.


A agência estatal também relatou voos de drones israelenses sobre os subúrbios do sul de Beirute a partir das primeiras horas da quarta-feira.


Os bombardeios ocorreram enquanto pessoas deslocadas começavam a retornar para suas casas, e os esforços da Defesa Civil Libanesa se concentravam em desobstruir as principais e secundárias vias nas regiões afetadas, além de garantir o abastecimento de água e outras atividades de apoio à comunidade.


Este alerta iraniano surge em paralelo com o anúncio de um memorando de entendimento entre Teerã e Washington, com o objetivo de pôr fim à guerra recentemente imposta ao Irã.


O acordo, cuja assinatura está prevista para a próxima sexta-feira (19), na Suíça, baseia-se numa proposta de 14 pontos apresentada pelo Irã no início do processo de cessar-fogo e deverá pôr fim imediato e definitivo à guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano.


A assinatura, que dará início a uma fase intensiva de negociações de 60 dias com o objetivo de resolver as disputas remanescentes entre as duas potências, ocorre após meses de conflito que começaram em 28 de fevereiro com um ataque conjunto dos EUA e de Israel contra o Irã.


As forças armadas iranianas realizaram operações de retaliação contra interesses americanos e israelenses durante os combates, que inicialmente duraram até 7 de abril.


O clima de tensão tem sido alimentado pela mídia israelense, que insta publicamente o governo a manter e intensificar as operações militares contra o Líbano com o objetivo explícito de frustrar e sabotar o recente memorando de entendimento alcançado entre o Irã e os Estados Unidos.


Essa postura da mídia está alinhada com a estratégia oficial das autoridades israelenses, que, segundo relatos, informaram à Casa Branca que não se consideram vinculadas aos termos deste acordo, que estipula a cessação imediata e permanente das operações em todas as frentes.


“O acordo com o Irã foi intermediado por Trump, e esta é a decisão dele; nós temos nossos próprios interesses”, declarou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em um comunicado divulgado na segunda-feira.


O presidente prometeu firmemente que as tropas israelenses não se retirariam do território libanês e enfatizou que a luta contra o Irã “não acabou”.


Hezbollah: Nenhum acordo nuclear sem a retirada israelense

Por sua vez, o Departamento de Relações com a Mídia do Hezbollah declarou na terça-feira que Teerã garantiu formalmente ao movimento de resistência libanês que “não haverá acordo nuclear final entre o Irã e os Estados Unidos” a menos que Israel realize uma retirada completa de suas forças de ocupação do Líbano.


De acordo com a organização, tal retirada seria o “resultado” natural e “não uma condição prévia” para a continuação das negociações bilaterais sob o memorando mediado pelo Paquistão.


Em consonância com essa posição, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, observou durante uma reunião com embaixadores e chefes de missões diplomáticas em Teerã que as frentes de batalha iraniana e libanesa estão estritamente “interligadas”.


“Do nosso ponto de vista, existem dois lados neste memorando de entendimento. De um lado, estão os Estados Unidos e Israel, e do outro, o Irã e o Hezbollah”, destacou o Ministro das Relações Exteriores, Araghchi.


Da Telesur

 
 
 

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