Irã alerta EUA: jamais aceitaremos interferência na gestão de Ormuz
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O Quartel-General Central Khatam al-Anbiya - o principal órgão de coordenação entre as Forças Armadas do Irã e o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) - declarou nesta segunda-feira (13) que não permitiria que os Estados Unidos interviessem na gestão do Estreito de Ormuz. O órgão alertou que responderia com firmeza a qualquer ação considerada uma violação de sua soberania sobre essa via navegável estratégica.
Em um comunicado, o comando militar iraniano acusou Washington de colocar em risco a estabilidade regional, o comércio internacional e a navegação de petroleiros e navios mercantes por meio de ações repetidas destinadas a interferir no controle da via navegável.
O porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, Tenente-Coronel Ebrahim Zolfaqari, afirmou que a cooperação de certos países da região com as operações dos EUA aumentou o risco de o conflito se espalhar para outras nações da área.
Nesse sentido, ele alertou que qualquer apoio logístico ou cooperação militar fornecido aos Estados Unidos seria interpretado por Teerã como um ato hostil contra a soberania e a segurança nacional do Irã. Ele sustentou ainda que uma escalada do conflito teria consequências para todos os países da região.
Zolfaqari responsabilizou os Estados Unidos e os governos que apoiam suas operações militares por qualquer deterioração na segurança regional. Ele reiterou que as forças armadas iranianas agiriam de forma decisiva contra qualquer tentativa de interromper o trânsito de navios comerciais e petroleiros fora das rotas autorizadas pelo Irã.
Nos últimos dias, os Estados Unidos lançaram uma série de ataques a partir de suas bases na região, alegando a necessidade de garantir a segurança do Estreito de Ormuz. Essas ações afetaram infraestruturas militares e civis e resultaram em mortes e ferimentos entre a população do sul do país.
Em resposta aos atos de agressão de Washington, as forças armadas iranianas lançaram ataques com mísseis e drones contra bases militares dos EUA localizadas em países como a Jordânia e o Bahrein.
Teerã reafirmou seu compromisso com os princípios do direito internacional e da Carta das Nações Unidas, particularmente no que diz respeito às relações de boa vizinhança e ao respeito pela soberania e integridade territorial dos Estados. No entanto, instou os países da região a impedir que os Estados Unidos e o regime sionista utilizem seus territórios e instalações para lançar operações militares contra o Irã.
A declaração foi emitida depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira que Washington pretende garantir a segurança do Estreito de Ormuz e cobrar por esse serviço.
Da Telesur





