Irã denuncia danos a 56 sítios históricos após ataques de EUA-Israel
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O governo iraniano relatou no sábado danos a 56 sítios históricos após a ofensiva militar conjunta dos EUA e de Israel, iniciada em 28 de fevereiro, que impactou o patrimônio cultural em Teerã e no Curdistão. As autoridades iranianas enfatizaram que os ataques afetaram gravemente o legado histórico e a identidade cultural do país.
O Ministério do Patrimônio Cultural do Irã detalhou que os danos culturais mais significativos ocorreram em 19 sítios históricos na capital, Teerã, e em outros 12 na Região do Curdistão.
Este relatório ressalta a magnitude do ataque não apenas contra a população civil, mas também contra a memória histórica da nação persa, um dos mais antigos centros de civilização do mundo.
A UNESCO confirmou, com profunda preocupação, os danos a diversos sítios icônicos do Patrimônio Mundial. Entre os sítios culturais afetados estão o majestoso Palácio Golestan em Teerã, renomado por sua rica arquitetura e arte, bem como o Palácio Chehel Sotun e a importante Mesquita Yameh em Isfahan, joias da arte islâmica.
A organização internacional afirmou ter compartilhado as coordenadas precisas dos sítios protegidos com todas as partes envolvidas, enfatizando as obrigações decorrentes da Convenção de Haia de 1954 sobre a Proteção dos Bens Culturais em Conflitos Armados.
A escalada das hostilidades contra o território iraniano já dura três semanas, caracterizada por bombardeios contínuos, especialmente contra centros urbanos e culturais. Diante da destruição sistemática da infraestrutura civil, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) reiterou a força da convenção de 1972 relativa à proteção do patrimônio cultural e natural mundial. A organização instou à cessação imediata das hostilidades que ameaçam a vasta e antiga memória histórica da região.
A organização também pediu a cessação imediata das hostilidades que ameaçam a vasta e antiga memória histórica da região. A República Islâmica respondeu aos ataques aéreos com atentados contra instalações energéticas estratégicas e americanas na região, mantendo também o controle do Estreito de Ormuz, uma via navegável crucial.
A declaração do Ministério do Patrimônio Cultural enfatiza que a ofensiva liderada por Washington e Tel Aviv não só ameaça a vida de civis, como também busca corroer a identidade cultural do povo iraniano, danificando deliberadamente seus monumentos mais sagrados e seu patrimônio ancestral.
Número de mortos
De acordo com a Fundação de Assuntos de Mártires e Veteranos, os ataques contra o Irã, que começaram em 28 de fevereiro, deixaram 1.230 mortos até o momento, incluindo civis e militares.
Israel e os Estados Unidos lançaram os ataques coordenados contra o Irã, acusando-o de retomar seu programa nuclear, que consideravam uma ameaça iminente. Trump alegou que o Irã atacaria os Estados Unidos, uma afirmação negada pela CIA e pelo Pentágono, que admitiram no domingo não possuir informações de inteligência sobre um ataque vindo de Teerã.
Da Telesur





