Irã reafirma controle de Ormuz após fracasso de negociações com EUA
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Ali Akbar Velayati, conselheiro sênior do Líder Supremo do Irã, reafirmou neste domingo (12) o controle de Teerã sobre o estratégico Estreito de Ormuz, em resposta às ameaças e manobras de navios de guerra americanos na região.
Por meio de suas redes sociais, Velayati enfatizou que a diplomacia de seu país tem como objetivo histórico e fundamental a proteção do Irã e de sua integridade territorial, em um contexto de escalada das tensões regionais.
Essas declarações coincidem com o anúncio do fim das negociações realizadas em Islamabad, capital do Paquistão, sem qualquer acordo à vista. Tanto o vice-presidente americano JD Vance quanto a mídia estatal iraniana confirmaram o fracasso do diálogo, que buscava uma solução para o conflito armado na região, intensificado após o ataque conjunto israelense-americano ao Irã em 28 de fevereiro.
Ambos os lados se acusam mutuamente pelo fracasso das negociações, gerando incerteza sobre a continuidade das conversas durante o cessar-fogo de duas semanas atualmente em vigor.
As negociações entre o Irã e os Estados Unidos chegam ao fim em Islamabad, mas as exigências excessivas dos EUA impedem um acordo comum.
Para alcançar um acordo, a República Islâmica do Irã exige garantias sólidas. Estas incluem a cessação dos ataques ao seu território e o levantamento das sanções, o reconhecimento do seu programa nuclear para fins pacíficos, a devolução de ativos congelados e o pagamento de reparações.
Além disso, Teerã exige um protocolo renovado para o trânsito marítimo no Estreito de Ormuz, reafirmando sua autoridade sobre essa via navegável vital.
Desde 28 de fevereiro, as ações militares de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã resultaram em milhares de vítimas, incluindo mortos e feridos.
Essa escalada das hostilidades manteve a comunidade internacional em alerta devido à magnitude da crise e suas potenciais repercussões globais para a estabilidade do Oriente Médio. A posição do Irã sobre Ormuz ressalta a determinação da nação diante das pressões externas e sua defesa de soberania.
Da Telesur









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