Irã rejeita segunda rodada de negociações com os EUA
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O Irã rejeitou formalmente uma segunda rodada de negociações diretas com os Estados Unidos. A informação foi dada pelas agências de notícias iranianas neste domingo (19). Teerã acredita que o processo de negociação se tornou inviável devido às exigências excessivas e às condições incompatíveis apresentadas pelo governo de Donald Trump. “Nessas condições, não se vislumbra um cenário claro para negociações bem-sucedidas”, disse.
De acordo com o relatório oficial, o Irã declarou que as posições de Washington são caracterizadas por expectativas irrealistas, mudanças constantes de posição e repetidas contradições. Essas atitudes, segundo a diplomacia iraniana, têm sistematicamente dificultado a possibilidade de avançar rumo a uma resolução pacífica do conflito que assola o Oriente Médio e o resto do mundo há sete semanas.
As declarações foram feitas a três dias do fim do prazo do cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos. A trégua começou em 7 de abril e está prevista para durar até quarta-feira (22).
Neste domingo, o presidente estadunidense afirmou, em publicação nas redes sociais, que representantes irão a Islamabad, no Paquistão, “amanhã à noite” para negociações com o Irã.
As autoridades iranianas também denunciaram o bloqueio naval contínuo dos EUA em águas estratégicas como uma violação flagrante do cessar-fogo vigente. Essa situação levou a um novo impasse, especialmente após o recente fechamento do Estreito de Ormuz pela Marinha iraniana como medida recíproca à pressão econômica e militar de Washington.
A rejeição ocorre em um momento crítico, enquanto a comunidade internacional tenta reativar os canais diplomáticos para evitar a retomada dos combates na próxima quarta-feira, data em que a trégua entre EUA e Irã expira. A insistência da Casa Branca em manter sua artilharia naval no estreito e as sanções comerciais continuam sendo os principais pontos de atrito que dificultam o progresso da trégua.
Para a liderança iraniana, é impossível sentar-se à mesa de negociações enquanto o que consideram atos de "pirataria" e sabotagem contra sua frota mercante continuarem. A recusa em dialogar nessas condições reforça a firme posição de Teerã, que exige plena liberdade de navegação e o reconhecimento de sua soberania econômica como pré-requisito para qualquer acordo.
Por fim, esse novo impasse diplomático aumenta o risco de uma escalada militar direta no Golfo Pérsico assim que o cessar-fogo expirar. A falta de consenso entre os dois lados deixa incerto o futuro da segurança energética global e a estabilidade de uma região crucial para o fornecimento mundial de petróleo bruto e GNL.
Com a Telesur





