Irã: É inútil esperar entendimento ou negociação com os EUA
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A Assembleia de Especialistas do Irã declarou, nesta segunda-feira (3 de agosto), que é inútil esperar qualquer tipo de entendimento ou negociação com a administração do presidente norte-americano Donald Trump.
O órgão institucional argumentou que as reiteradas violações de Washington ao Memorando de Entendimento firmado entre as duas nações acabaram por destruir toda a confiança na parte norte-americana, a qual classificou como um regime arrogante.
Por outro lado, a organização elogiou a participação massiva de iranianos e iraquianos nas cerimônias fúnebres realizadas após o falecimento do líder da Revolução Islâmica, o aiatolá Seyyed Ali Khamenei. No Iraque, as homenagens póstumas contaram com a participação de cidadãos em cortejos solenes por locais religiosos nas cidades de Najaf e Karbala.
Além disso, a instituição expressou seu apoio às diretrizes emitidas pelo aiatolá Mojtaba Khamenei, ressaltando que suas mensagens traçam o roteiro para a condução do país.
Por fim, a representação política enfatizou que as decisões voltadas à proteção dos direitos nacionais devem estar estritamente alinhadas à visão do Líder Supremo.
Classificaram a atual conjuntura geopolítica como um conflito decisivo que poderia ter repercussões históricas, instando a população a manter sua presença ativa nas ruas e as forças armadas a manterem sua prontidão para defender a segurança nacional.
Paralelamente à posição da Assembleia de Especialistas, o Ministério das Relações Exteriores do Irã negou a existência de contatos diretos com Washington. O porta-voz da chancelaria, Esmail Baghaei, esclareceu que as atuais gestões diplomáticas são canalizadas exclusivamente por meio de Omã, visando acordar um mecanismo marítimo bilateral que proteja a navegação pelo Estreito de Ormuz.
Teerã atribuiu a instabilidade dessa via estratégica às ações militares e ao bloqueio naval norte-americano iniciados no final de fevereiro. O confronto na região se intensificou a partir de 8 de julho, após o fim do cessar-fogo por parte do governo dos Estados Unidos, o que desencadeou bombardeios norte-americanos em território iraniano e respostas armadas contra instalações militares dos EUA na região.
Da Telesur





