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OMS: Israel decretou sentença de morte a hospitalizados palestinos


O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (Reprodução)

A ordem de evacuação de Israel para Gaza, nesta sexta-feira (13), é o mesmo que uma "sentença de morte" para pacientes vulneráveis em hospitais, alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS), aponta reportagem da agência Al Jazeera. O porta-voz da OMS, Tarik Jasarevic, afirmou que as autoridades de saúde em Gaza aconselharam que é impossível evacuar pacientes vulneráveis de hospitais em um prazo de 24 horas, como ordenado pelas Forças de Defesa de Israel (FDI).


"Há pessoas gravemente doentes cujas lesões significam que sua única chance de sobrevivência é estar em suporte de vida, como ventiladores mecânicos", disse Jasarevic na quinta-feira. "Portanto, mover essas pessoas é uma sentença de morte. Pedir aos profissionais de saúde que o façam é cruel", afirmou o porta-voz.


Na quinta-feira, as forças de combate israelense ordenaram que 1,1 milhão de palestinos encurralados em Gaza se deslocassem para o sul em um prazo de 24 horas, antes de uma ofensiva terrestre em grande escala contra supostos alvos do Hamas na Faixa de Gaza. As Nações Unidas ONU) alertaram que a realocação de tantas pessoas é "impossível" e poderia ter consequências devastadoras. "A ONU apela veementemente para que qualquer ordem desse tipo, se confirmada, seja revogada, evitando o que poderia transformar o que já é uma tragédia em uma situação calamitosa”, disse o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric


A OMS já havia alertado que os hospitais em Gaza estão à beira do colapso e pediu a criação de um corredor humanitário para permitir a entrada de profissionais de saúde e facilitar a evacuação de doentes e feridos.


"O tempo está se esgotando para evitar uma catástrofe humanitária, se combustível, água, comida e suprimentos de saúde e ajuda humanitária que podem salvar vidas não puderem ser entregues com urgência à Faixa de Gaza, em meio ao completo bloqueio", disse Jasarevic.


Segundo a agência Al Jazeera, o Hamas afirmou que o aviso de evacuação do exército israelense era “propaganda falsa”. O grupo pediu para que os palestinos que moram no norte de Gaza “permaneçam firmes em suas casas e permaneçam firmes diante desta repugnante guerra psicológica travada pela ocupação” israelense.


Ao menos 1.799 palestinos foram mortos na Faixa de Gaza desde o começo do conflito entre Israel e o Hamas, desencadeado no último sábado (7).


Segundo informou o Ministério da Saúde palestino nesta sexta-feira (13), 583 mortos são crianças e adolescentes. Outras 351 vítimas são mulheres. Um total de 6.388 pessoas foram feridas.


Em Israel, o número de mortos ultrapassou 1,3 mil, segundo contagens recentes.


Na manhã de 7 de outubro, Israel sofreu um ataque de foguetes em escala sem precedentes a partir da Faixa de Gaza, como parte da operação Dilúvio de Al-Aqsa, anunciada pelo braço militar do movimento palestino Hamas. Depois disso, os combatentes da organização penetraram nas zonas fronteiriças no sul de Israel.


Em resposta, as Forças de Defesa de Israel lançaram a operação Espadas de Ferro contra o Hamas na Faixa de Gaza. Poucos dias após o ataque, os militares israelenses assumiram o controle de todas as colônias perto da fronteira e começaram a realizar ataques aéreos contra alvos, incluindo civis, na Faixa de Gaza.


Israel também anunciou um bloqueio total à Faixa de Gaza: o fornecimento de água, alimentos, eletricidade, medicamentos e combustível foi suspenso.


O conflito israelo-palestino, relacionado com os interesses territoriais de ambas as partes, tem sido uma fonte de tensão e de combates na região há muitas décadas.


Uma decisão da ONU, com o papel ativo da União Soviética em 1947, determinou a criação de dois Estados: o de Israel e o da Palestina, mas apenas o israelense foi criado. Israel, embora tenha declarado acordo com o princípio dos dois Estados, não libertou completamente os territórios palestinos.


Com informações da Sputnik Brasil

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