Itamaraty reage a declarações de Rubio contra o Brasil: 'inaceitáveis e ofensivas'
- 16 de jul.
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O Ministério das Relações Exteriores divulgou nesta quinta-feira (16) uma nota oficial afirmando que a decisão do governo estadunidense de impor tarifas sobre produtos brasileiros tem motivação política e classificou como "inaceitáveis e ofensivas ao povo e ao governo brasileiros" as declarações do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, de que o Brasil não teria demonstrado interesse em negociar com Washington. Segundo o Itamaraty, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) buscou diálogo desde o início da crise, mas enfrentou exigências consideradas “desmedidas” durante as negociações.
“As declarações do Secretário de Estado Marco Rubio veiculadas na madrugada de hoje nas redes sociais a respeito das tarifas adotadas contra o Brasil são inaceitáveis e ofensivas ao povo e ao governo brasileiros”, destaca a nota.
O posicionamento da pasta foi feito após Rubio declarar que o presidente brasileiro teria colocado seu "ego" acima das negociações comerciais entre os dois países.
“O que Rubio chama de ego nada mais é do que a convicção inabalável do Presidente Lula na defesa da soberania brasileira e dos interesses das nossas empresas e de nossos trabalhadores.”
Segundo o Itamaraty, o secretário estadunidense apresentou uma versão falsa sobre os esforços do governo brasileiro para buscar uma solução diplomática para a crise comercial.
“Além de usar falsas afirmações sobre o empenho brasileiro em negociar, o Secretário Marco Rubio ataca, de forma grosseira e arrogante, o Chefe de Estado de um país amigo, que se empenhou pessoalmente pela abertura de canais de negociação em várias ocasiões”.
O Itamaraty ainda associou as justificativas apresentadas por Washington à carta enviada por Trump ao governo brasileiro, na qual o presidente estadunidense condicionou a suspensão do tarifaço à interrupção do processo judicial contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Claramente o que incomoda o governo dos Estados Unidos é o fato de o Brasil não ter se curvado às pretensões desmedidas e às demandas irrazoáveis apresentadas no curso das negociações”, diz a nota.









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