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Itamaraty relança revista censurada sob Bolsonaro por 'medo de críticas'


O Itamaraty relançou nesta quinta-feira (21) a edição especial da revista Juca, organizada pelos alunos do Instituto Rio Branco desde 2006.


A publicação havia sido interrompida durante o governo de Jair Bolsonaro para abafar possíveis artigos incômodos para a política externa do ex-presidente, de acordo com a Folha de São Paulo.


Na apresentação da publicação, o chanceler Mauro Vieira critica o "silêncio imposto aos jovens colegas" nos "quatro anos anteriores ao terceiro mandato" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


"Unindo seis turmas, a revista vem a luz após quatro anos de hiato, entre 2019 e 2022, e surge não somente como uma voz de resistência aos cerceamentos enfrentados e um suspiro de resiliência às dificuldades vividas, mas também um clamor de retomada da política externa", disse Vieira na publicação.


A edição lançada agora vai reunir textos das turmas que não publicaram suas edições na gestão passada. A última edição havia sido publicada em 2018 com reportagem de capa sobre os "30 anos da Constituição Cidadã".


Além de agradecer aos autores, o chanceler se dirige "aos leitores e demais colegas, lembro que o projeto do autoritarismo são as sombras e o silêncio, enquanto a nobreza da democracia são as luzes e o debate de ideias".


Na época do governo Bolsonaro, ao mesmo tempo que a revista dos futuros diplomatas foi censurada, o então chanceler, Ernesto Araújo, fez assinatura do canal Terça Livre, usado pelo blogueiro Allan dos Santos, que é considerado foragido pela Justiça brasileira desde outubro de 2021 por divulgação de fake news e ataques a integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). Para contratar o canal, o Itamaraty pagou R$ 15.309,00 a uma empresa que atuava agenciando a assinatura de jornais e revistas para órgãos públicos.


Além do Terça Livre, na mesma época, o Itamaraty ainda assinou o canal Brasil Sem Medo e a Revista Estudos Nacionais, de ideologia de extrema direita e cujos responsáveis eram seguidores de Olavo de Carvalho, o guru de Jair Bolsonaro e considerado "pai do bolsonarismo".


Com a Sputnik Brasil

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