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Jefferson e filha viram réus por ofensas contra ministra do STF


(Foto: Divulgação/PTB)

O ex-deputado federal Roberto Jefferson e a ex-deputada federal Cristiane Brasil, ambos do PTB, se tornaram réus nesta segunda-feira (12) por decisão da Justiça Eleitoral de São Paulo. Pai e filha foram denunciados pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), por injúria, após uma série de xingamentos feitos contra a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


Para o juiz substituto da 258ª Zona Eleitoral (Indianópolis) Paulo Furtado de Oliveira Filho, "há indícios de autoria e elementos probatórios quanto à materialidade do crime".


De acordo com a denúncia do MPE, Jefferson e Cristiane ofenderam gravemente a honra da ministra “em razão de suas funções, ofendendo-lhe a dignidade e decoro”.


Em redes sociais, em outubro, a filha compartilhou um vídeo publicado pelo pai xingando a ministra do STF e TSE: “Indignação! Depois tem quem diga que ele exagera, que não tem razão. ah não? O que aquela bruxa horrorosa fez foi digno de alguma punição severa! Tipo impeachment! Mas o escr*to do Pachecuzinho querendo ser ministro não vai fazer JAMAIS”, escreveu Brasil, que, em outubro, foi candidata a deputada federal por São Paulo, pelo PTB, mas não se elegeu.


No vídeo, Jefferson afirma: “Eu tô indignado. Não consigo. Fui rever o voto da Bruxa de Blair, da Cármen Lúcifer na censura prévia à Jovem Pan. Olhei de novo. Não dá para acreditar. Lembra mesmo aquelas prostitutas, aquelas vagabundas arrombadas.”


Em outro trecho, ele afirma ainda: “Bruxa de Blair. É podre por dentro e horrorosa por fora. Uma bruxa. Uma bruxa. Se puser um chapéu bicudo e uma vassoura na mão, ela voa. Deus me livre dessa mulher que tá aí nessa latrina que é o Tribunal Superior Eleitoral.”


Réu pela segunda vez em três dias

Na última sexta-feira (9), a Justiça Federal aceitou denúncia do Ministério Público Federal e tornou Roberto Jefferson réu por tentativa de homicídio no ataque que ele promoveu contra policiais federais que foram prendê-lo em sua casa em Comendador Levy Gasparian, na Região Serrana do Rio. Ele foi indiciado por quatro tentativas de homicídio; crime de resistência qualificada; crime de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito e munição de uso permitido e restrito (dois crimes condensados em um só); posse de três granadas adulteradas.


O caso aconteceu no dia 23 de outubro. Na ocasião, Jefferson recebeu os policiais com granadas e a tiros de fuzil. Ele se entregou à PF 12 horas depois de iniciar resistência. Ele relatou em depoimento ter dado mais de 50 tiros na direção dos agentes, que ficaram feridos. Atualmente, ele está no presídio Pedrolino Werling (Bangu 8), no Complexo de Gericinó, em Bangu.



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