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Jornalistas decidem que Nova Operação Verdade será permanente


Por Luiz Augusto Erthal - Enviado especial do jornal Toda Palavra e delegado brasileiro na Nova Operação Verdade


Havana - Ao final de dois dias de debates, a conferência de imprensa que reuniu jornalistas de 34 países em Havana, entre os dias 21 e 23, a convite da agência cubana de notícias Prensa Latina, chegou ao fim com a conclusão unânime entre os participantes de que a Nova Operação Verdade precisa ser permanente para se contrapor à chamada pós-verdade e às fake news que dominam a imprensa hegemônica ocidental e as redes sociais.

O encontro de jornalistas de todos os continentes foi inspirado na Operação Verdade convocada em 1959 por Fidel Castro para rebater as falsas notícias divulgadas na época pelas agências norte-americanas Associated Press e United Press International contra a Revolução Cubana, que havia acabado de chegar ao poder, derrubando a ditadura sangrenta e corrupta de Fulgencio Batista.


Cerca de 400 jornalistas foram a Havana para conhecer de perto a revolução, a convite de Fidel.

Desta vez, estiveram em Cuba jornalistas de veículos independentes e redes de imprensa livre, que novamente se opõem às notícias falsas difundidas sobretudo pelas agências noticiosas e veiculadas pela chamada imprensa hegemônica, formada pelos grandes grupos de mídia ocidentais.


Além de vários jornais, a conferência contou com a participação de distribuidores de conteúdos, como a TV BRICS, da Rússia, a agência de notícias russa Sputnik, a Agência Argelina de Notícias, e redes de veículos independentes, como a Al Mayadeen, uma articuladora de mídias árabes com sede na Jordânia. O jornal TODA PALAVRA também participou do evento como delegado e único representante brasileiro.

O bloqueio econômico imposto há mais de 60 anos pelos Estados Unidos a Cuba, a política expansionista da OTAN, que levou à Ucrânia a guerra contra a Rússia, sustentada com o apoio norte-americano e da Europa Ocidental, e o massacre criminoso da população palestina em Gaza, promovido pelo governo de Israel, estiveram no centro das discussões.


Com a presença do presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel na sessão de abertura, dia 21, a conferência contou também, além dos jornalistas e dirigentes de mídias independentes, com a participação de representantes governamentais e entidades culturais e de representação da imprensa, como o diretor do Centro Fidel Castro Ruz, René González Barrios; o Ministro da Informação do Líbano, Ziad Makary; o ex-chanceler de Belize, Godfrey Smith; o coordenador de midia do Conselho de Comunicação e Cidadania da Nicarágua, Daniel Edmundo Ortega Murillo; o presidente da Casa das Américas, Abel Prieto; o presidente do Sistema Público de Radiodifusão do México, Jenaro Villamil; a diretora para os Estados Unidos do Ministério das Relações Exteriores de Cuba, Johana Tablada; e os presidentes e dirigentes da Federación Latinoamericana de Periodistas (Felac) e do Congresso Hispanoamericano de Prensa.


Falando por videoconferência online, o ministro da Informação do Líbano homenageou os mais de 100 jornalistas mortos pelas armas israelenses na cobertura da guerra na Palestina e no Líbano e expressou gratidão pela abordagem pelos jornalistas, durante a conferência, da questão palestina.


“A Nova Operação Verdade é uma fonte de inspiração para todo o mundo e para os palestinos em geral”, afirmou.

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