Jovem lutador de 19 anos é morto pela PM em SG


Foto: Reprodução/Internet

O jovem Vitor Reis de Amorim, de 19 anos, teve seu sonho de se tornar lutador profissional de MMA interrompido na terça-feira (28/12). O rapaz estava em um bar com amigos quando foi alvo de um disparo de arma durante uma ação policial, na comunidade Morro da Jaqueira, em São Gonçalo.


Familiares de Vitor afirmam que ele não tinha nenhum envolvimento com o crime e estava apenas se divertindo com amigos no bar. Ele foi surpreendido por tiros vindos de policiais que estavam atuando na comunidade. O jovem tentou correr para se proteger, mas acabou sendo atingido por um disparo. Não houve confronto. Ele foi socorrido e levado ao Pronto Socorro de São Gonçalo (PSC-SG), mas não resistiu e morreu no caminho para a unidade de saúde.


Em entrevista à Rede Globo, o pai de Vitor acusou a Polícia Militar pela morte de seu filho.


“Não teve troca de tiros de tiros nenhuma. Eles chegaram e deram o tiro. O policial preparado não faz o que ele fez. Atirar pelas costas. Matar uma criança, 19 anos, pra mim é uma criança. Pelas costas, é despreparado. Tem que fazer o trabalho? Tem. Se ele rendesse o meu filho, meu filho não estava morto. Porque ele não ia achar nada demais. Nada de errado no meu filho. Ele ia até pedir desculpas”, disse.


Por meio de nota, a Polícia Militar informou que os policiais foram atacados por tiros por criminosos quando balearam o jovem.


"A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que, nesta terça-feira (28/12), equipe do 7º BPM (São Gonçalo) em patrulhamento pela Rua Mendes Ribeiro, no bairro Patronato, relatou ter sido atacada a tiros por um grupo de homens armados. Houve confronto. Um indivíduo ficou ferido e foi socorrido ao Pronto Socorro de São Gonçalo, porém não resistiu. Uma pistola, munições e um rádio comunicador foram apreendidos no local da ocorrência. Os demais envolvidos fugiram. A ocorrência foi encaminhada para a 73ª DP".


O caso seguirá sendo investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) e pela corregedoria da PM. Ainda na noite de ontem, parentes do jovem e amigos se reuniram para realizar um protesto em frente ao PSC-SG.


Nesta quarta-feira (29/12), a Polícia Civil informou que recolheu as armas dos policiais que participaram da ação que resultou na morte do jovem. Os policiais militares e os familiares da vítima vão prestar depoimento. Os agentes também procuram testemunhas que possam ajudar a esclarecer a situação.


Também nesta quarta-feira, o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), comentou o caso.


"A investigação já está na Polícia Civil. A nossa polícia é a que mais pune aqueles que erram. Se errou, será punido, mas eu nunca condeno antes do devido processo. Eu sou favorável à polícia, mas sempre respeitando que o agente não cometa o excesso. Se errou, será exemplarmente punido, caso contrário, não terá condenação antecipada do policial", disse.

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