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Jovens de comunidades do Rio se mobilizam pelo meio ambiente

O acúmulo de lixo e entulho no caminho de casa já não chamavam a atenção do jovem John Marllon, de 17 anos, morador de Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A rotina de problemas provocados pelo descarte incorreto de materiais mudou desde abril do ano passado, quando o olhar do rapaz para o meio ambiente começou a mudar. O que muito colaborou para a mudança de visão e atitude de John é que ele se tornou um dos 660 jovens moradores de 22 áreas de vulnerabilidade social em comunidades do Rio que ingressaram no Ambiente Jovem. O programa é o maior em educação ambiental do país.

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O Ambiente Jovem abrange 41 cidades fluminenses e, na última quinta-feira (12/1), formou 1.200 jovens, que estão aptos a atuar como agentes de transformação ambiental e social nos territórios onde moram.


"Além de passar a me preocupar com o lixo, antes do Ambiente Jovem, eu desperdiçava água. Agora, mudei. O dinheiro que ganhei com a bolsa-auxílio também ajudou muito. Com ele, conseguia pagar a minha conta de luz", contou Marllon, que era aluno do núcleo da comunidade da Muzema, também na Zona Oeste.


O programa beneficia quem mais precisa de qualificação e incentivo em comunidades e territórios vulneráveis.


O Ambiente Jovem foi idealizado pela Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade e é voltado para jovens de 16 a 24 anos. Os alunos têm aulas teóricas e práticas de diversas atividades (sobre a temática do meio ambiente e sustentabilidade) e ainda recebem a bolsa no valor de R$ 200, vinculada ao mínimo de 75% de presença nas atividades.


"Estamos muito orgulhosos de termos beneficiado essas comunidades com o Ambiente Jovem. Temos certeza de que esses jovens não são os mesmos de quando entraram. Formamos cidadãos com grande capacidade de fazer mudanças positivas no futuro de suas comunidades e do nosso planeta", avaliou o vice-governador e secretário da pasta, Thiago Pampolha.

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A técnica ambiental Iara Nascimento, de 23 anos, é professora do programa na comunidade da Muzema. Segundo ela, os jovens passaram a olhar para o espaço onde vivem de forma mais sustentável. Durante as aulas, os jovens aprenderam sobre as mudanças climáticas, a sustentabilidade, o ciclo de vida dos produtos, além de terem participado de aulas práticas onde apresentaram um plano de interação com suas comunidades.


"Se cada um fizer a sua parte, ninguém precisa fazer a do outro. Durante as aulas práticas os alunos perceberam que o que eles consideravam lixo pode não ser. Contamos com a ajuda de um oficineiro de ecomoda e utilizamos material reciclável para produzir ecobags", lembrou Iara.


Professora dos núcleos das comunidades de Manguinhos e do Jacarezinho, Isadora Soares Ferreira, de 21 anos, conta que o lixo jogado no valão que corta a comunidade é um dos principais relatos de problemas que incomodam os jovens do Jacarezinho.


"Conseguimos despertar nos jovens a consciência de que cuidar do meio ambiente tem impacto direto no cotidiano deles. Conseguimos produzir brinquedos para crianças de uma ONG usando material reciclável. Também recuperamos um espaço onde tiramos o lixo e plantamos mudas de flores", relatou Isadora.


Após a conclusão do curso, os integrantes do Ambiente Jovem receberam orientações sobre o posicionamento no mercado de trabalho e em universidades.


Fonte: Núcleo de Imprensa do Governo do Estado do Rio de Janeiro

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