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João Pedro: policiais investigados mudam as versões

  • 30 de mai. de 2020
  • 2 min de leitura

João Pedro, 14 anos, morava no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo (Foto: Reprodução)

Os três policiais civis investigados pelo assassinato do adolescente João Pedro Mattos Pinto, de apenas 14 anos, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, mudaram drasticamente suas versões em relação ao número de disparos efetuados.

No primeiro depoimento à Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, os policiais afirmaram terem disparado, juntos, 23 tiros. Uma semana depois, no último dia 25, segundo o jornal Extra, eles retificaram o depoimento na delegacia e disseram que na verdade foram 64 disparos efetuados, um número quase três vezes maior.

Após a polícia divulgar que João Pedro foi assassinado por um tiro de fuzil calibre 556, um dos policiais corrigiu o primeiro depoimento, onde afirmou que estava usando fuzil Parafal calibre 762, afirmando na nova versão que usou sim um armamento de calibre 556. Os outros agentes trocaram de versão também sobre o calibre do armamento e o número de tiros.

"Duas granadas"

Segundo uma testemunha relatou ao portal G1, a cena que antecedeu a morte de João Pedro foi de desespero, com granadas e tiros. O relato aponta que os adolescentes no local deitaram no chão e tentaram avisar que havia crianças na casa, mas não foi o suficiente.

"Aí, eles tacaram duas granadas assim na porta da sala, que quem tava mais perto da porta era eu e João. Aí, eles deram muitos tiros nas janelas", afirmou a testemunha, segundo o G1.

Em seguida, ainda segundo o G1, a testemunha relata que todos correram para o quarto e que um dos policiais atirou contra uma das pessoas presentes enquanto João Pedro era levado para um helicóptero.

Até o dia seguinte, a família de João Pedro não tinha informações sobre o paradeiro do adolescente. Apenas na manhã da terça-feira (19), a família foi informada sobre o paradeiro de João Pedro, assim como sobre sua morte. Um primo do adolescente que iniciou uma campanha nas redes sociais por informações do paradeiro do adolescente também usou o mesmo canal para lamentar a descoberta da morte de João Pedro.

 
 
 

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