Juiz manda CBF explicar falta do número 24 na Seleção


(Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

A Seleção Brasileira é a única na Copa América que não utiliza a camisa com o número 24, e a contar desta quarta-feira (30) a CBF tem 48 horas para explicar o porquê disso. Este foi o prazo que o juiz Ricardo Cyfer, da 10ª Vara Cível, deu para a CBF dizer por que a seleção brasileira é a única a pular a numeração do 23 para o 25 para identificar seus jogadores. A decisão do magistrado atende ao pedido de liminar do Grupo Arco Íris de Cidadania LGBT. A CBF está sujeita a multa diária de R$ 800, se não responder a determinação.

O grupo, que existe há 25 anos e defende os direitos das comunidades LGBTQIA+, questiona a Confederação Brasileira de Futebol, considerando a conotação histórica e cultural que envolve o número 24, que "deve ser entendido como uma clara ofensa a comunidade LGBTI+ e como uma atitude homofóbica".

A camisa 23 atualmente pertence ao goleiro Ederson. Em seguida, vem o voltante Douglas Luiz, que usa a de número 25.

Em sua decisão, o juiz Ricardo Cyfer aponta as perguntas que a CBF terá de responder:

"A não inclusão do número 24 no uniforme oficial nas competições constitui uma política deliberada da interpelada?

Em caso negativo, qual o motivo da não inclusão do número 24 no uniforme oficial da interpelada?

Qual o departamento dentro da interpelada,que é responsável pela deliberação dos números no uniforme oficial da seleção?

Quais as pessoas e funcionários da interpelada, que integram este departamento que delibera sobre a definição de números no uniforme oficial?

Existe alguma orientação da FIFA ou da CONMEBOL sobre o registro de jogadores com o número 24 na camisa?"

Ganhe_Ate_300x250px.gif
1/3
NIT_728x90-03.gif
NIT_300x250-01.jpg
Aumentou_728x90px.gif