Juliana Brizola lidera disputa ao governo gaúcho nos dois turnos
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Juliana Brizola (PDT) lidera a pesquisa Quaest, divulgada nesta quinta-feira (30), para a o governo do Rio Grande do Sul com 24% das intenções de voto, seguido por Luciano Zucco (PL) com 21%. Ela superou, assim, em números, a liderança que Zucco vinha obtendo nos levantamentos anteriores. Como a margem de erro é de 3%, para cima ou para baixo, estariam tecnicamente empatados se a eleição fosse hoje. Os números são para o primeiro turno.
Para o segundo turno, a vantagem de Juliana supera a margem de erro em relação a Zucco: Juliana tem 35% e Luciano Zucco 27%. Indecisos são 24% e branco nulo ou não vão votar chegam a 14%.
O contratante é o Banco Genial e o valor investido chegou a R$ 225.272,25. Foram ouvidos 1104 pessoas entre os dias 21 e 24 de abril com eleitores acima de 16 anos. A pesquisa foi quantitativa, de survey, método que consiste na realização de entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais e tem 95% de confiança.
Os outros candidatos estão bem distantes: Gabriel Souza (MDB) – 6%, Marcelo Maranata (PSDB) – 2%, Rejane Oliveira (PSTU) – 1%.
Chama a atenção, segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, o número de indecisos: 34%. Para 30%, a escolha do voto para governador é definitiva, e 68% dizem que ainda podem mudar. Brancos ou nulos seriam 12%.
Em outros cenários para o segundo turno, Juliana Brizola tem 35% e Gabriel Souza 17%, uma margem significativa. No caso de Zucco, ele tem 28% e Gabriel Souza 20%.
A Quaest perguntou também aos eleitores em quais pré-candidatos eles não votariam de jeito nenhum. Juliana (35%) Luciano Zucco (17%), Gabriel Souza (12%), Marcelo Maranata (9%) e Rejane Oliveira (7%).
Para 23%, o novo governador deveria ser um aliado de Lula. Outros 28% preferem um aliado de Jair Bolsonaro (PL) e 45% consideram um independente a melhor opção.
Segundo a Quaest, 17% dos eleitores gaúchos consideram que o próximo governador deve continuar o trabalho que vem sendo feito. Outros 47% defendem mudar o que não está bom e 33% desejam uma mudança total.
Para Nunes, os dados refletem um cenário “ainda muito inicial” na disputa para o governo do estado. “A eleição no Rio Grande do Sul parece ainda muito inicial. O percentual de desinformação sobre as alianças políticas é uma evidência disso. Apenas 20% dizem que a Juliana é a candidata do Lula, só 27% acham que Bolsonaro apoia Zucco e 14% que Leite vai apoiar Gabriel. E nada mais do que 68% dizem que ainda podem mudar suas opções de voto caso algo aconteça durante a eleição. É uma indefinição robusta. Um cenário muito aberto.”.
Manuela lidera para o Senado
Nas eleições deste ano, cada estado e o Distrito Federal elegerão dois senadores. Pela Quaest, a disputa aparece bem consistente, com Manuela d’Ávila (Psol) na frente com 14%, Germano Rigotto (MDB) – 12%, Marcel Van Hattem (Novo) – 9%, Paulo Pimenta (PT) – 9%, Ubiratan Sanderson (PL) – 7%, Frederico Antunes (PSD) – 2%, Cláudio Diaz (PSDB) – 1%, indecisos: 28% e branco/nulo/não vai votar – 18%. Este é o primeiro cenário proposto pelos pesquisadores.
Em outro cenário, Manuela também lidera com 13%, Rigotto 12%, Pimenta 10%, Marcel Van Hattem 9%, Sanderson 6%, Frederico 3%, indecisos 28% e branco/nulo/não vai votar: 19%.
Para a Quaest, quatro nomes aparecem tecnicamente empatados e disputam as duas vagas. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Quatro nomes aparecem tecnicamente empatados e disputam as duas vagas.
Para 37%, a escolha de voto para senador é definitiva. Outros 62% afirmam que ainda pode mudar. Os índices de rejeição mostram Manuela com 41%, Pimenta 37%, Rigotto 30%, Van Hattem (Novo): 13%, Frederico 12%, Diaz 11% e Sanderson 10%.
As duas pesquisas, governo e Senado, foram protocoladas e registradas na Justiça Eleitoral com o número RS-03000/2026 no dia 24 de abril.
Do Brasil de Fato









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