Justiça afasta Flordelis do cargo de deputada


(Foto: Agência Brasil)

Com o processo de cassação parado na Câmara Federal desde outubro, a deputada Flordelis de Souza (PSD-RJ) acabou afastada de seu mandato por uma decisão não se seus pares, mas da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) nesta terça-feira (23). O julgamento analisou se a deputada poderia se manter no cargo enquanto espera o desenrolar do processo no qual é acusada de ser a mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, em julho de 2019 - ela é denunciada pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio duplamente qualificado, associação criminosa majorada, uso de documento ideologicamente falso e falsidade ideológica. .

O desembargador Celso Ferreira Filho, relator da demanda, votou a favor do afastamento destacando que há situações concretas que demonstram atos da parlamentar no sentido de tentar impedir a "busca pela verdade". O relator foi seguido pelos outros dois desembargadores - Antônio José e Katia Jangutta.

A decisão tem validade de um ano ou até o final do processo sobre a morte de Anderson do Carmo.

Da mesma forma como aconteceu no caso da prisão do deputado bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ), sobre as ameaças contra o Supremo Tribunal Federal, a decisão do afastamento de Flordelis será encaminhada para a Câmara dos Deputados para que decida se mantém ou não o afastamento decidido pelos desembargadores da 2ª Câmara Criminal do TJ-RJ.

O Conselho de Ética da Câmara retomou suas atividades nesta terça-feira. O processo de cassação, por quebra de decoro parlamentar, estava parado na Mesa Diretora desde outubro do ano passado, uma vez que o Conselho não estava em funcionamento.


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