Justiça boliviana estende prisão da ex-presidente interina


Jeanine Áñez, dentro de sua cama box, no momento da prisão em 13 de fevereiro (Reprodução)

A Justiça boliviana decidiu aumentar de quatro para seis meses o tempo de detenção da ex-presidente interina Jeanine Áñez, informou a mídia local neste sábado (20).

Áñez foi detida no último dia 13 por suspeitas de terrorismo, sedição e conspiração relacionadas ao golpe que levou à renúncia do ex-presidente Evo Morales em 2019. Inicialmente, a política, que se diz alvo de perseguição, ficaria detida preventivamente. Mas, na audiência de apelação, Áñez e dois de seus ex-ministros, Álvaro Coimbra e Álvaro Guzmán, tiveram suas detenções ampliadas por mais dois meses.

​"Está confirmada a parte dispositiva da detenção preventiva dos três réus, que havia sido indicada inicialmente como quatro meses, se determina seis meses de investigação como presos preventivos", afirmou o membro da Segunda Câmara Criminal, Willi Vargas, citado pelo portal El Deber, mencionando uma possibilidade de fuga por parte da ex-presidente interina.

Na última sexta-feira (19), um tribunal de La Paz autorizou a transferência de Jeanine Áñez para um hospital, devido a problemas de saúde que se agravaram desde sua prisão. No entanto, a decisão acabou sendo revogada por outra corte depois, que determinou a prestação de atendimento médico à investigada na própria penitenciária.

De acordo com um laudo médico divulgado por assessores da ex-presidente, Áñez, de 53 anos, sofreria de hipertensão arterial sistêmica e poderia ter um ataque cardíaco em decorrência de uma crise de pressão.


Fonte: Agência Sputnik

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