Justiça decreta prisão preventiva de Eduardo Fauzi


Eduardo Fauzi está preso na Rússia e pode ser extraditado para o Brasil (Reprodução)

O juiz Alexandre Abrahão, da 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio decretou a prisão preventiva do extremista Eduardo Fauzi, acusado de integrar o grupo que planejou e executou o atentado, com coquetéis molotov, contra a sede da produtora Porta dos Fundos, no Humaitá, na Zona Sul do Rio, na madrugada de 24 de dezembro de 2019. Segundo o juiz, "há indícios mínimos de autoria com base no relato da vítima e de testemunhas, assim como há risco à garantia da ordem pública caso o acusado seja mantido em liberdade".

Os indiciados respondem também por tentativa de homicídio, devido à presença de um vigilante no local no momento do ataque. Segundo o Ministério Público, a vítima só não morreu porque teve pronta reação, "conseguindo controlar o incêndio causado e fugir do imóvel, mesmo a portaria sendo pequena, com apenas uma saída".

Eduardo Fauzi está preso em Moscou, na Rússia, desde o dia 4 de setembro. Sua extradição já foi pedida.

As investigações foram conduzidas pela 10ª DP (Botafogo), que conseguiu identificar Fauzi como um dos autores, flagrado por câmeras de segurança após descer do carro usado na fuga, momentos depois do ataque. A ordem de prisão em Moscou foi cumprida por agentes da Interpol.

Fauzi embarcou para a Rússia, em 29 de dezembro, um dia antes de sua prisão temporária ser decretada. Desde então, seu nome foi incluído na lista dos foragidos do país.

Na época, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) classificou o crime como um "grave atentado".

A motivação para o atentado teria sido o especial de Natal, da produtora Porta dos Fundos, exibido na Netflix. O filme insinua que Jesus teve uma experiência homossexual após passar 40 dias no deserto.

Quem é

Radical ultraconservador de extrema-direita, Eduardo Fauzi Richard Cerquise é ligado à ideologia bolsonarista radical e cristã. Ele chegou a ser presidente do Partido Social Liberal (PSL) no Rio de Janeiro, partido que cresceu com a onda extremista que elegeu o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Em 6 de janeiro, ele foi expulso da legenda.

Uma semana depois do atentado, ele publicou um vídeo clamando pela “pátria, ‘Deus’ e família brasileira” e chamando a produtora de “criminosa”. O conteúdo foi removido do YouTube por ferir o código da empresa ao disseminar discurso de ódio.



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