Justiça do Rio nega soltura de acusados de assassinar Marielle
- 6 de fev. de 2023
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A 4ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou recurso da defesa e manteve as prisões preventivas do sargento reformado da Polícia Militar Ronnie Lessa e do ex-policial militar Élcio Queiroz, acusados da morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 14 de março de 2018, no bairro do Estácio, região central da cidade.
O juiz Gustavo Gomes Kalil acolheu o pedido do Ministério Público estadual, que se manifestou contra o pedido dos advogados de defesa de Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, que alegavam excesso de prazo para marcar o julgamento. No entanto, o juiz entendeu que a demora se devia “aos sucessivos recursos contra a sentença de pronúncia”.
Em 20 de novembro do ano passado, o magistrado já tinha negado um pedido da defesa dos réus pelo mesmo argumento, dizendo que os sucessivos recursos de defesa eram a causa da demora na conclusão do processo.
A investigação do Ministério Público aponta que um veículo dirigido pelo ex-PM Élcio de Queiroz emparelhou com o carro da parlamentar. De dentro do veículo, o sargento reformado Ronnie Lessa teria atirado ao menos treze vezes contra o grupo. A arma usada no crime foi uma submetralhadora HK MP5 de fabricação alemã.
A vereadora, que estava no banco traseiro, foi alvejada quatro vezes na cabeça enquanto Anderson levou três tiros nas costas.
No carro também estava uma assessora de Marielle, que saiu ilesa, sem ser atingida por qualquer disparo.











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