Justiça Eleitoral ordena busca e apreensão na casa de Sergio Moro


(Foto: Agência Brasil)

A Justiça Eleitoral determinou neste sábado uma operação de busca e apreensão de materiais de campanha irregulares na casa do ex-juiz Sergio Moro em Curitiba. Candidato do União Brasil ao Senado pelo Paraná, Moro é acusado de propaganda eleitoral irregular em materiais impressos e na internet.


A ordem é da juíza Melissa de Azevedo Olivas, do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), que atendeu a um pedido da federação Brasil da Esperança - Fé Brasil, do Paraná, formada por PT, PCdoB e PV.


Além de mandar recolher todo o material impresso irregular, a magistrada determinou também a exclusão de todos os vídeos do canal de Sergio Moro no YouTube, inclusive aqueles com ataques ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de mais de mais de 300 links nas páginas das redes sociais da campanha do candidato.


Uma das irregularidades apontadas na campanha do ex-juiz e ex-ministro de Jair Bolsonaro é de que "a propaganda de Moro visivelmente tenta esconder seus suplentes do eleitor, por isso deve ser inteiramente suspensa".


Por meio de nota divulgada pelo advogado Gustavo Guedes, o candidato repudia "a iniciativa agressiva e o sensacionalismo da diligência requerida pelo PT”.


'Provando do próprio veneno'

Após a decisão judicial, internautas foram às redes sociais criticar o ex-juiz. O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), também advogado, escreveu: “Candidato a senador, Moro foi alvo hoje de busca e apreensão determinada pela Justiça. A campanha dele esconde nomes dos suplentes - um deles é apontado como operador de Moro. O ex juiz suspeito mostra que segue a atuar nas sombras. Será varrido para a lata de lixo da história”. Logo depois, o petista fez uma nova postagem para mostrar por que o ex-juiz estaria escondendo o seu suplente a senador. "ATENÇÃO! Luiz Felipe Cunha, primeiro suplente de Moro a senador, recebeu 1 milhão de reais do União Brasil (partido para o qual o ex juiz suspeito se transferiu, pouco antes da campanha). Moro esconde, nos panfletos de campanha, o nome do suplente. Muito estranha essa história!"

Outros, como o deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP), aproveitaram para dizer que "Moro está provando do próprio veneno", em referência ao seu ativismo político de quando estava à frente da Lava Jato de Curitiba. Posteriormente, o Supremo Tribunal Federal decidiu que Moro foi parcial nos julgamentos relacionados ao ex-presidente Lula.

Na mesma linha crítica, o presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, afirmou que "pimenta nos olhos dos outros é refresco!".

Já Andréia de Jesus, do movimento "Vidas Negras", ironizou a situação fazendo referência ao apelido de "marreco" de Sergio Moro.


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