Justiça quebra sigilo bancário de ex-mulher de Bolsonaro


O cerco em torno do clã Bolsonaro por envolvimento em esquema de rachadinhas voltou a apertar. A ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro, Ana Cristina Siqueira Valle, teve seu sigilo bancário quebrado pela justiça a partir de maio de 2005 no âmbito do inquérito das rachadinhas do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ). A quebra abrange o período em que ela esteve casada com Jair Bolsonaro entre 1997 e 2008.

Ana Cristina é a segunda mulher com quem Bolsonaro se casou. Ela é investigada pelo esquema das “rachadinhas” no gabinete do vereador, filho 02 do presidente. Ana Cristina foi assessora do então enteado, e teve vários parentes nomeados no gabinete como funcionários fantasmas, segundo o Ministério Público do Rio (MP-RJ).

Ana Cristina é mãe de Jair Renan, de 22 anos, com quem ela mora atualmente numa mansão no Lago Sul de Brasília. O divórcio de Ana Cristina e Jair Bolsonaro foi litigioso, com acusação de furto de patrimônio não declarado do casal. Recentemente, também foi revelado por um ex-funcionário da família que Ana Cristina teria traído Bolsonaro.

De 2005 a 2008, período abrangido pela decisão judicial, o casal comprou cinco terrenos, uma sala comercial e uma casa em Bento Ribeiro, Zona Norte do Rio de Janeiro.

Investigações apontam que transações foram feitas com dinheiro vivo, modo de pagamento apontado como suspeito de lavagem dinheiro também na denúncia de rachadinhas do senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), filho 01 do presidente.

Em fevereiro deste ano, Flávio Bolsonaro conseguiu uma vitória junto à Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que anulou a quebra de seu sigilo fiscal e bancário que havia sido autorizada, em primeira instância, pelo juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio. A quebra de sigilo se estendia a cerca de cem pessoas e empresas suspeitas de envolvimento no esquema de desvio de recursos públicos no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Na semana passada, Ana Cristina também foi citada no depoimento do lobista Marconny Albernaz de Faria, da Precisa Medicamentos, como tendo intercedido pela nomeação de aliados no entorno de contratos de venda de vacinas com suspeitas de corrupção no Ministério da Saúde.

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