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Justiça italiana decide extraditar ex-deputada Carla Zambelli

  • há 56 minutos
  • 2 min de leitura

(Foto: Lula Marques/Agência Brasil)
(Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

A Corte de Apelação da Itália decidiu favoravelmente à extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. A informação foi confirmada pela Embaixada do Brasil em Roma.


Os magistrados italianos refutaram as alegações da defesa da ex-deputada bolsonarista de que ela seria alvo de um julgamento de perseguição política pelo Supremo Tribunal Federal (STF).


Na tentativa de evitar a extradição, a defesa de Zambelli sustentou que o processo no Brasil teria fins persecutórios e natureza política.


A Corte italiana rejeitou a tese, afirmando que os crimes pelos quais ela foi sentenciada são delitos comuns e que o processo conduzido pelo STF seguiu as normas constitucionais, sem o uso de tribunais de exceção.


Em maio do ano passado, Zambelli foi condenada pelo Supremo a dez anos de prisão e perda de mandato parlamentar por ser a autora intelectual da invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em janeiro de 2023.


A invasão resultou na inserção de um mandato falso de prisão contra o ministro da Corte, Alexandre de Moraes. De acordo com as investigações, o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado o trabalho a mando da ex-parlamentar.


Entenda

Após a condenação, Zambelli deixou o Brasil no início de junho e passou quase dois meses foragida. No final de julho, a ex-deputada foi detida na Itália em uma operação conjunta com a Polícia Federal brasileira, com base no alerta vermelho da Interpol, a polícia internacional.


Por ter dupla cidadania, a condenada tentava escapar do cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes.


Carla Zambelli, então, foi encaminhada à penitenciária feminina de Rebibbia, nos arredores de Roma.


A defesa de Zambelli chegou a solicitar a transferência para prisão domiciliar ou liberdade condicional alegando problemas de saúde e falta de assistência médica adequada na unidade, mas os pedidos foram negados pela Corte de Apelação.


Em um segundo julgamento no Brasil, o STF condenou novamente a ex-parlamentar, desta vez por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo ao​​​ perseguir nas ruas de São Paulo o jornalista Luan Araújo, às vésperas do segundo turno das eleições de 2022. A pena estipulada nesta condenação foi de cinco anos e três meses de prisão


Em fevereiro deste ano, a defesa tentou trocar os juízes do caso em Roma alegando parcialidade nas audiências, mas o pedido também foi negado.

 
 
 

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