'Kasa Branca' representa o RJ em disputa por vaga no Oscar
- 13 de set. de 2025
- 2 min de leitura
A Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais (ABCAA) anunciou, no início desta semana, os seis pré-selecionados para concorrer à vaga de Melhor Filme Internacional no Oscar 2026. Na próxima segunda-feira (15/9), o filme que irá representar o Brasil na disputa será revelado ao público do mundo inteiro. Entre os concorrentes, está o longa 'Kasa Branca', contemplado no edital de Apoio à Distribuição do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (SececRJ).

Dirigido e roteirizado por Luciano Vidigal — que já coleciona prêmios em festivais nacionais — 'Kasa Branca' conta a história de Dé (Big Jaum), Adrianim (Diego Francisco) e Martins (Ramon Francisco), três adolescentes negros que vivem na periferia da Chatuba, em Mesquita, no Rio de Janeiro. O filme, inspirado em histórias reais, apresenta a relação de cuidado e amor entre Dé e sua avó Dona Almerinda (Teca Pereira). Sem nenhuma estrutura familiar, o rapaz é o único encarregado de cuidar da idosa, que vive com Alzheimer.
"Foi fundamental ter esse apoio do Estado e certamente ajudou a chegar a mais pessoas, não só porque a gente sabe que o cinema ainda não recuperou os seus números pré-pandemia, mas também porque os hábitos de consumo mudaram mesmo, então é cada vez mais importante conseguir divulgar e promover ações. Algo por exemplo que era muito importante pra gente e que conseguimos realizar foi a sessão gratuita e ao ar livre em Mesquita, onde o filme foi filmado. Foi um momento bem especial", conta Barbara Defanti, responsável pela Sobretudo Produção Audiovisual e Artística, produtora do filme.

Apoio
O Edital de Apoio à Distribuição do Governo do Estado destinou recursos a 26 projetos de distribuição de obras cinematográficas. O investimento total do edital foi de R$ 7,8 milhões, com prêmios de R$ 300 mil para cada proponente. A SececRJ realizou ainda outras 18 chamadas públicas através da Lei Paulo Gustavo, somando investimentos de R$ 139 milhões a projetos culturais de diversos segmentos.
"O pacote de editais da Lei Paulo Gustavo, lançado em 2023, foi um dos mais democráticos da história do Rio de Janeiro. Os editais priorizaram o setor audiovisual, muito afetado durante a pandemia, mas também atenderam outros segmentos, de maneira a democratizar o acessos aos recursos e estimular a cadeia produtiva de todo o território fluminense", ressalta Danielle Barros, secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro.
*Com informações do Núcleo de Imprensa do Governo do Estado do Rio de Janeiro










Comentários