Kremlin: condição para fim da ofensiva é desarmamento da Ucrânia


Presidente russo, Vladimir Putin (Foto: Sputnik/Aleksei Nikolsky)

Moscou está disposta a negociar os termos de rendição com Kiev em relação à ofensiva militar russa em andamento atualmente na Ucrânia, disse o secretário de imprensa do Kremlin, Dmitry Peskov, nesta quinta-feira (24), citado pela agência oficial russa RT. Os termos de suspensão da ofensiva são condicionados à aceitação de uma rendição do governo ucraniano ao desarmamento do país.

De acordo com Dmitry Peskov, "o presidente russo, Vladimir Putin, expressou sua disposição de se engajar em discussões com seu colega ucraniano, com foco na obtenção de uma garantia de status neutro e a promessa de não ter armas em seu território".

São termos que, segundo Peskov, possibilitariam a realização da "desmilitarização e desnazificação" da Ucrânia, e eliminariam o que a Rússia atualmente vê como uma ameaça à segurança de seu Estado e de seu povo.

O secretário de imprensa acrescentou que Putin determinará o momento das negociações, mas garantiu que a Rússia só se envolverá “se a liderança da Ucrânia estiver pronta para falar sobre isso”.

“A operação tem seus objetivos – eles devem ser alcançados. O presidente disse que todas as decisões foram tomadas e os objetivos serão alcançados”, continuou Peskov, sugerindo que, se Kiev concordasse em atender às demandas, o atual ataque militar à Ucrânia poderia ser cancelado.

Nas primeiras horas da manhã de quinta-feira, Putin determinou uma “operação especial” na Ucrânia, com o suposto objetivo de “garantir a paz” nas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, na região de Donbass.

Os líderes das repúblicas fizeram reivindicações nos últimos dias de ataques em seu território pelo exército ucraniano.

Ao longo da quinta-feira, a operação se tornou um ataque em grande escala, com aeroportos, bases militares e cidades ucranianas, incluindo a capital Kiev, sendo danificadas em ataques aéreos na tentativa da Rússia de prejudicar qualquer resposta militar ucraniana.

Biden: novas sanções para limitar Rússia

Joe Biden, presidente dos EUA, disse em um briefing de imprensa nesta quinta-feira que autorizou novas sanções e restrições de exportação à Rússia ante a crise na Ucrânia.

"Hoje autorizo sanções fortes adicionais, e novas limitações ao que pode ser exportado à Rússia", anunciou.

Biden disse que estas novas sanções restringirão a capacidade da Rússia de realizar negócios nas principais moedas.

"Limitaremos a capacidade da Rússia de realizar transações em dólar, euro, libra esterlina e yen, de fazer parte da economia global", afirmou.

Biden referiu que as sanções dos EUA terão como alvo quatro grandes bancos russos.

"Hoje bloqueamos mais quatro grandes bancos. Isso significa que todos os ativos que eles tiverem na América serão congelados. Isso inclui o VTB, o segundo maior banco na Rússia", revelou ele, e acrescentou que o governo dos EUA estima que essa ação cortará as importações de alta tecnologia da Rússia em mais de metade.

O presidente americano informou que não pretende enviar forças dos EUA à Ucrânia para combater a Rússia, mas falou de uma "ruptura completa" nas relações russo-americanas.

"Há uma completa ruptura agora nas relações EUA-Rússia, se elas continuarem no rumo em que estão", comentou.

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