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Kremlin quer explicações de Trump sobre 'arma secreta' contra Venezuela

  • 21 de jan.
  • 2 min de leitura

(Reprodução)
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Da Telesur

O porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, afirmou nesta quarta-feira (21) que Moscou aguarda explicações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as armas que, segundo ele, “não são mais possíveis” e que foram usadas no ataque contra a Venezuela em 3 de janeiro.


“Teremos que ouvir explicações sobre o que o presidente dos EUA quer dizer”, disse Peskov, enfatizando que os serviços de inteligência do Kremlin já estão trabalhando para coletar informações e analisar as declarações de Trump.


O presidente dos Estados Unidos afirmou em entrevista à imprensa local que Washington possui “armas que desconhece”, referindo-se a um suposto “canhão sônico” usado durante o ataque contra Caracas e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-ministra Cilia Flores.


Trump, por sua vez, tentou justificar a ação como um ataque “cirúrgico”, embora não tenha notificado o Congresso dos EUA, o que gerou críticas internas por violação dos procedimentos constitucionais.


O Ministério das Relações Exteriores da Rússia alertou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu próprio destino sem interferência externa, enquanto a China também pediu a libertação imediata de Maduro e Flores.


Em seu discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos, Trump vangloriou-se da operação militar: “Há duas semanas, eles viram armas que ninguém jamais tinha visto. Não conseguiram disparar um único tiro contra nós”. Segundo ele, os sistemas de defesa venezuelanos estavam “completamente desorganizados” e incapazes de responder à ofensiva.


A agressão dos EUA, sob o pretexto de combater o narcoterrorismo, atingiu Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira, deixando pelo menos 100 mortos, incluindo 32 soldados cubanos que faziam a segurança do chefe de Estado venezuelano. Seus corpos foram repatriados e homenageados em Havana, onde o presidente Miguel Díaz-Canel os lembrou como “titãs mesmo em sua última batalha”.


Caracas descreveu a operação como uma “gravíssima agressão militar” e denunciou que o verdadeiro objetivo de Washington é se apoderar dos recursos estratégicos da Venezuela, principalmente petróleo e minerais, rompendo à força a independência política do país.


Trump, por sua vez, tentou justificar a ação como um ataque “cirúrgico”, embora não tenha notificado o Congresso dos EUA, o que gerou críticas internas por violação dos procedimentos constitucionais.


O Ministério das Relações Exteriores da Rússia alertou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu próprio destino sem interferência externa, enquanto a China também pediu a libertação imediata de Maduro e Flores.


O Kremlin, ao exigir explicações, deixa claro que a demonstração de poderio militar de Trump não só representa uma ameaça à Venezuela, mas também à estabilidade internacional, ao introduzir armamentos “nunca antes vistos” em um cenário de guerra.


Analistas apontam que a ostentação de Trump em Davos busca consolidar sua imagem de força, mas provocou condenação global pelas violações do direito internacional e pelo precedente estabelecido pela captura de um presidente em exercício.

 
 
 

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