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Líder do Exército acaba com celebração do golpe de 64 nos quartéis


O presidente Lula e comandante do Exército general Tomás Paiva, nomeado em janeiro (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Neste ano já não haverá a leitura da Ordem do Dia alusiva ao dia 31 de março, aniversário do golpe militar de 1964 no Brasil. O comandante do Exército, general Tomás Paiva, decidiu acabar com a celebração nos quartéis já em 2023. A celebração do golpe foi retomada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em seu primeiro ano de governo, em 2019.


De acordo com o UOL, a avaliação de Paiva é de que "o normal era não existir" a leitura, que acabou em 1995, durante o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Nos primeiros governos Lula, segundo o Centro de Comunicação Social com base nos arquivos do Exército, só foram localizadas Ordens do Dia publicadas em 2004, 2005 e 2006. Desde então, a celebração não havia mais acontecido. Em 2019, no entanto, com a chegada da extrema direita ao Poder, a prática foi retomada.


Na época, o então porta-voz de Bolsonaro, general Otávio do Rêgo Barros, afirmou que o presidente tinha determinado "ao Ministério da Defesa que faça as comemorações devidas com relação ao 31 de março de 1964, incluindo a ordem do dia, patrocinada pelo Ministério da Defesa, que já foi aprovada pelo nosso presidente".


Nomeado no final de janeiro para substituir o general Júlio César Arruda, demitido pelo presidente Lula, o novo comandante tem dito aos seus subordinados que não é segredo que a maioria dos militares votou em Bolsonaro, mas reforça que o momento é de "retomada da confiança" e busca de pacificação. O fim da celebração do golpe seria, portanto, um aceno ao novo governo Lula..


Investigação de militares

Em mais um aceno, o comandante fez chegar pelos bastidores ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que não haverá resistência do Exército em relação ao julgamento de militares envolvidos nos atos golpistas em Brasília pela Justiça comum. Vários militares de alta patente já vêm sendo investigados pela Polícia Federal por participação na tentativa de golpe que resultou na invasão das sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro e na prisão de mais de 1,4 mil radicais.


Nesta terça-feira (28), o futuro presidente Superior Tribunal Militar (STM), Francisco Joseli Parente Camelo, elogiou a decisão de Moraes, de determinar que seja o STF a julgar os militares envolvidos nas invasões do dia 8 de janeiro.


"Li e reli a decisão do ministro Alexandre de Moraes e entendi que está muito bem fundamentada. Não vejo, no geral, que tenham sido crimes militares [os praticados no 8 de janeiro]. Crimes cometidos por militares em situações de atividade serão considerados crimes militares se forem contra o patrimônio que esteja sob administração militar ou contra a ordem administrativa militar. Não vejo que houve isso", disse Camelo ao Globo.


Segundo a mídia, o ministro, que tomará posse no STM no dia 16 de março, disse ainda que Moraes "entende muito bem" o papel da Justiça Militar.


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