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Lewandowski proíbe PRF de bloquear estradas durante as eleições

  • 3 de out. de 2024
  • 2 min de leitura

(Foto: PRF)

O ministro da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Ricardo Lewandowski, afirmou que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) está proibida de fazer bloqueios em estradas durante as eleições municipais marcadas para o próximo domingo (6). Segundo ele, a instituição deverá atuar para facilitar a movimentação dos eleitores, conforme termo de colaboração firmado entre o ministério e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Caso haja necessidade de bloqueio em função de algum incidente, por exemplo, a PRF terá a atribuição de organizar caminhos alternativos.


"A Polícia Rodoviária Federal está proibida de fazer qualquer bloqueio em estradas", afirmou Lewandowki, durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, destacando que a corporação também está orientada a reprimir crimes eleitorais.


"Temos todo um aparato montado, de prontidão para intervir localmente, se necessário, a pedido do juiz eleitoral local", diz o ministro, observando que, nesse caso, o juiz local ganha autoridade federal para agir.


Lewandowki destacou que o governo federal tem trabalhado em conjunto com o TSE para assegurar a tranquilidade das eleições municipais.


Ele afirmou que ninguém poderá portar armas 48 horas antes nem 24 horas depois das eleições. Isso, segundo o ministro, para que os eleitores se sintam "livres de constrangimentos" na hora de exercer seu direito e sua vontade na urna.


Ainda segundo ele, o TSE vem aperfeiçoando o combate à proliferação de desinformação e fake news. Ele cita ainda o papel das polícias militares para coibir os crimes eleitorais – e alerta que esse tipo de crime, como coação, compra de votos, abuso de poder econômico, tem classificação de crime federal, por atentar contra a própria democracia.


'Atos vergonhosos'

Em 19 de setembro, durante uma cerimônia no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em que as instituições – MJSP e TSE – assinaram protocolo de atuação da PRF nas eleições deste ano, Lewandowski afirmou que os “vergonhosos atos que ocorreram no passado recente” não se repetiriam. A referência era em relação às blitze da PRF em 2022, que atrasaram a chegada de eleitores do Nordeste aos locais de votação. “Não queremos e não veremos a repetição dos vergonhosos atos que ocorreram no passado recente em que os eleitores foram impedidos por forças do próprio Estado de se locomoverem livremente até o local das votações”, disse, na ocasião.


Por conta desses bloqueios, o ex-diretor da PRF, Silvinei Vasques, foi preso pela Polícia Federal, acusado de atrapalhar o processo eleitoral com objetivo de favorecer o candidato Jair Bolsonaro (PL). Um mapa com as cidades onde Lula (PT) teve ampla concentração de votos no primeiro turno das eleições presidenciais chegou a ser utilizado, segundo investigações da Polícia Federal à época, em uma reunião que discutiu a operação da PRF que dificultaria o deslocamento de eleitores no dia do segundo turno. Vasques ficou um ano detido e foi solto em agosto deste ano.

 
 
 

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