Lira: novo aumento dos combustíveis foi 'tapa na cara' do Brasil


(Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), criticou o aumento dos combustíveis anunciado nesta quinta-feira (10) pela Petrobras. “Me causou espanto a insensibilidade da Petrobras com os brasileiros – os verdadeiros donos da companhia. O aumento de hoje foi um tapa na cara de um país que luta para voltar a crescer”, disse ele, por meio de suas redes sociais.

“Quem conhece o Brasil, além dos gabinetes e escritórios, sabe o peso de comprar um botijão de gás ou encher o tanque. Com o cenário global desafiador, até os governos mais ortodoxos estão avaliando como mitigar os impactos da pressão nos custos em todos os mercados”, acrescentou.

A Petrobras anunciou reajustes nos preços da gasolina e do óleo diesel. A partir desta sexta-feira (11), o preço médio de venda da gasolina para as distribuidoras passará de R$ 3,25 para R$ 3,86 por litro, um aumento de 18,8%. Para o diesel, o preço médio passará de R$ 3,61 para R$ 4,51 por litro, uma alta de 24,9%. Enquanto o gás de cozinha passará de R$ 3,86 para R$ 4,48 por quilo, um aumento de 16%.

Cinco vezes mais que a inflação

A explosão dos preços dos combustíveis no governo Jair Bolsonaro (PL) se deve à desastrosa política de Preço de Paridade Internacional (PPI) da Petrobras - adotada desde o governo golpista de Michel Temer (MDB) e mantida pelo sucessor. Segundo dados do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), antes do mega-aumento anunciado nesta quinta-feira, desde janeiro de 2019, início da gestão Bolsonaro, a gasolina teve um reajuste de 116% na refinaria. Isso representa cinco vezes a inflação, de 20,6% no período. No gás de cozinha, a alta foi de 100,1%, e no diesel, de 95,5%.

Senado aprova projeto que reduz preço

Também nesta quinta-feira, o Senado Federal aprovou o Projeto de Lei 1472/21, o PL dos Combustíveis, que estabelece a criação de um programa de estabilização do preço do petróleo e de derivados no Brasil e a ampliação do programa de vale-gás. O projeto, de autoria do senador Rogério Carvalho (PT-SE) e relatado pelo senador Jean Paul Prates (PT-RN), ainda estabelece um auxílio gasolina para motociclistas, taxistas e motoristas de aplicativo.

O projeto foi aprovado com 61 votos favoráveis, 8 contrários e 0 abstenções. O texto segue para a Câmara dos Deputados. Um dos senadores que votou contra a redução do preço dos combustíveis foi Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho 01 do presidente Jair Bolsonaro (PL).


Com a Agência Câmara de Notícias

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