Lojas de chocolates podem complicar situação de Flávio Bolsonaro


O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) já é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro

Uma loja de chocolates no Centro do Rio do advogado e ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Victor Granado Alves, teve um aumento de capital social de 860% (quase 9 vezes), em dois anos, de acordo com informações obtidas pelo jornal O Globo na Junta Comercial do Rio de Janeiro. Alves foi assessor de Flávio, o filho 01 de Bolsonaro, quando este era deputado estadual no Rio, e é investigado pelo Ministério Público estadual no caso da “rachadinha” envolvendo o também ex-assessor Fabrício Queiroz.

Flávio Bolsonaro também é dono de uma loja de chocolates, que, segundo o MP, foi usada pelo senador para lavar cerca de R$ 1,6 milhão em dinheiro vivo obtido a partir das devoluções de parte dos salários de servidores fantasmas. A empresa, registrada como Bolsottini Chocolates, fica no Shopping Via Parque, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.

O advogado, dono de duas franquias da Kopenhagen, segundo O Globo, é peça-chave para duas investigações que envolvem o senador. Alves teve o sigilo bancário quebrado na apuração do Ministério Público do Rio sobre a “rachadinha” no gabinete de Flávio Bolsonaro, e ainda pode ter testemunhado o vazamento de informações da Operação Furna da Onça para a equipe de Flávio. Tal vazamento foi denunciado na semana passada pelo empresário Paulo Marinho, ex-aliado da família Bolsonaro, ao jornal Folha de S.Paulo. O Supremo Tribunal Federal e o Ministério Público Federal investigam o caso.

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