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Lula: 'Brasil voltou a cuidar do que era inadiável, de seu povo'


(Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou nesta segunda-feira (10) sobre os 100 primeiros dias de seu governo e começou citando que "o Brasil voltou", que, segundo a sua equipe, significa a enormidade do desafio cumprido nesses primeiros 100 dias de governo. “O Brasil voltou a cuidar do que era urgente e inadiável, cuidar de seu povo”, afirmou. (Assista ao final da matéria o vídeo do discurso na íntegra)


De acordo com Lula, a gestão de Jair Bolsonaro (2019-2022) foi negligente em diversos setores estratégicos do país, que culminaram no retorno do Brasil ao mapa da fome. Depois de tecer críticas ao mandatário anterior, o presidente afirmou que, para presidir, "é preciso olhar para as pessoas".


Lula afirmou que olhar para as pessoas significa resgatar a cidadania e a dignidade através de programas conhecidos de suas gestões anteriores como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida, mas que este é apenas o primeiro passo para a retomada do país rumo ao futuro.


"Olhar para o futuro significa investir em rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, geração e transmissão de energia, conectividade, expansão do Pré-sal, energia solar e eólica e entre outras iniciativas que vão colocar o Brasil outra vez no rumo do desenvolvimento. Mas significa, antes de tudo, olhar para as pessoas", afirmou ele.


Segundo Lula, de janeiro a março deste ano, o governo empenhou R$ 3,3 bilhões, contra R$ 892 milhões empenhados pelo governo de Jair Bolsonaro nos três primeiros meses do ano passado.


Lula citou, no mesmo período, R$ 323 milhões investidos em recursos hídricos contra R$ 82 milhões no ano anterior; R$ 535 milhões em ciência e tecnologia contra R$ 128 milhões em 2022; R$ 145 milhões em infraestrutura de saúde contra R$ 56 milhões no ano anterior; R$ 328 milhões em hidrovias contra R$ 34 milhões em 2022; e R$ 203 milhões em habitação contra nenhum investimento nos três primeiros meses do ano passado.


“Esta é uma pequena demonstração de como vamos fazer a diferença nesse país. E vamos fazer a diferença superando as dificuldades que se apresentarem para nós”, disse.


O presidente afirma que já nos primeiros 100 dias de sua gestão começou a "pavimentar o caminho para o futuro" e dedicou alguma atenção para a saúde pública, não apenas pontuando a questão da vacinação contra a covid-19, mas em um esforço para "zerar" as filas de espera do Sistema Único de Saúde (SUS), que, segundo ele, sofreu com o baixo investimento comprometendo a saúde das pessoas.


Lula também dedicou atenção à situação do trabalho análogo à escravidão e prometeu a dureza da lei para com aqueles que, de acordo com ele, continuam perpetuando tal forma de trabalho. "Não é possível, no século XXI, no primeiro quarto deste século, a gente saber que este país ainda tem trabalho escravo mesmo ele tendo sido abolido em 13 de maio de 1888."


Sobre a questão ambiental, Lula deu atenção à Amazônia, com foco na retomada das atividades nos órgãos de controle e destacou que no cenário internacional, o Brasil voltou a ser respeitado, já com investimentos de capital estrangeiro na agenda.


Lula mencionou a importância da harmonia e o convívio republicano entre os três poderes e disse que a marcha de seus representantes no dia seguinte aos atos golpistas de 8 de janeiro, foi uma demonstração de união, de "não ao fascismo e sim à democracia".


“Aquilo foi uma tentativa de golpe feita com a maior desfaçatez por um grupo de reacionários, um grupo de fascistas, um grupo de extrema direita que não queria deixar o poder”, disse Lula.


“Sobretudo depois da quantidade de bilhões e bilhões do Orçamento que foram gastos na perspectiva de ganhar as eleições”, acrescentou. “Se juntar todos os presidentes da República, a soma de todas as candidaturas juntas, [elas] não gastaram o que esse cidadão [Bolsonaro] gastou na perspectiva de perpetuar o fascismo neste país”, disse.


"Nós sabemos as ofensas que a democracia sofreu. Nunca antes na história do Brasil, um presidente da República tinha tratado os entes federados com tanto desrespeito como foram tratados governadores, prefeitos, senadores e deputados mesmo com orçamento secreto", completou Lula.


De acordo com o presidente, 100 dias foram pouco perto dos 1.360 dias "para seguir reconstruindo esse país. Significa que temos chances, mais chances e mais chances. cada erro que a gente cometer, a gente vai ter sempre 100 dias para a gente recuperar para desfazer o erro, e fazer as coisas certas. Até agora tenho muito orgulho do trabalho que foi feito até aqui".


Lula destacou também o Arcabouço Fiscal, que substitui o antigo "Teto de gastos" e tem sido o foco de sua atuação recente, em especial no debate para a Reforma Tributária, e teceu elogios à equipe econômica na figura do ministro Fernando Haddad pelo desenho da legislação.


Mais cedo, o governo federal divulgou uma lista de políticas públicas e ações realizadas nos últimos três meses.


Combate à fome

O Bolsa Família foi retomado pelo governo com valor mínimo de R$ 600 e um adicional de R$ 150 para cada criança até seis anos na composição familiar. Em março, primeiro mês de pagamentos, mais de 21,1 milhões de famílias receberam um valor médio de R$ 670,33.


Saúde

A retomada do programa Mais Médicos, rebatizado de Mais Médicos para o Brasil, possibilitou a abertura de 15 mil vagas e promete fixar, até o fim do ano, 28 mil profissionais em todo o país, sobretudo em áreas de extrema pobreza.


Habitação

O programa Minha Casa, Minha Vida também foi retomado com a proposta de restabelecer imóveis subsidiados para pessoas em situação de vulnerabilidade. De acordo com o balanço, foram entregues 5.693 moradias em 14 municípios de oito estados brasileiros.


Segurança

O Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), destinado à prevenção, ao controle e à repressão da criminalidade, foi relançado em 2023 e conta com R$ 700 milhões assegurados para investimentos.


Meio ambiente

O governo federal cita a proteção à Floresta Amazônica e demais biomas brasileiros como “topo das prioridades”. O Fundo Amazônia, parado desde 2019, foi reativado por meio de decreto assinado no dia 1º de janeiro.


Povos indígenas

Em meio à grave crise humanitária do povo Yanomami, Lula editou decreto que cria o Comitê de Coordenação Nacional para Enfrentamento à Desassistência Sanitária dessas populações e o Ministério da Saúde declarou Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional.


Combate ao racismo

O balanço cita ainda a publicação da Lei nº 14.532/2023, que equipara a injúria racial ao crime de racismo, e o decreto que determina a reserva de 30% de cargos de confiança para pessoas negras em cargos em comissão e funções de confiança da administração federal.


Política externa

Em 100 dias, Lula visitou a Argentina e o Uruguai, onde discutiu parcerias comerciais, questões ambientais e o fortalecimento do Mercosul. Ele também se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, mas não chegou a visitar a China em razão de um problema de saúde.




Com informações da Sputnik e Agência Brasil

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