Lula, Ciro e Doria parabenizam Macron. Bolsonaro se cala


Lula e Macron (Foto: Ricardo Stuckert)

Logo após a reeleição do presidente Emmanuel Macron, na França, na noite de domingo (24), os pré-candidatos à presidência da República nas eleições deste ano – Lula (PT), João Doria (PSDB) e Ciro Gomes (PDT) – enviaram suas felicitações ao mandatário francês.

Entretanto, o presidente Jair Bolsonaro (PL) até agora não se manifestou. Segundo apurou o colunista do UOL, Jamil Chade, uma nota oficial já foi produzida no Itamaraty, mas está "parada" no Palácio do Planalto desde domingo (24).

De acordo com o jornalista, a ordem é a de não demonstrar "empolgação" com um líder que, publicamente, não tem boas relações com o presidente brasileiro e já o criticou diversas vezes, principalmente em relação à deterioração da Floresta Amazônica.

O movimento é contrário ao dos principais líderes do mundo, incluindo o russo, Vladimir Putin, o britânico Boris Johnson, o norte-americano Joe Biden e o chanceler alemão Olaf Scholz.

Para Doria, "a conquista de Macron é a vitória da democracia" e "a rejeição ao extremismo".

Lula, que já é conhecido por sua amizade com Macron, e antes do pleito se manifestou publicamente a favor da vitória do presidente francês, disse que sua vitória representa "a luta contra a desigualdade e para a construção da paz na Europa".

Já Ciro Gomes, disse que ver uma "extrema direita derrotada" é sempre motivo de alegria, fazendo referência à candidata Marine Le Pen, que perdeu para Macron. O líder pedetista também desejou que o presidente reeleito "ajude a França a ocupar melhor seu lugar no mundo".

Emmanuel Macron foi reeleito com 58,55% dos votos, contra 41,45% de Marine Le Pen. Na França, os presidentes são eleitos para mandatos de cinco anos, por sufrágio secreto, direto e universal, em votação em dois turnos, quando necessário.

Constrangimento e baixaria

Macron não esconde sua antipatia por Bolsonaro e tem utilizado isso para mostrar aos franceses que seu governo tem uma preocupação ambiental, colocando Bolsonaro como exemplo de descompromisso com o meio ambiente.

Um dos momentos mais tensos foi quando Bolsonaro marcou uma audiência com Jean-Yves Le Drian, ministro de Relações Exteriores da França, em julho de 2019, e cancelou a reunião para fazer uma live, em suas redes sociais, cortando o cabelo.

Um mês depois, Macron convidou o Chile para que fosse o representante sul-americano no encontro do G7, realizado na França.

Na sequência, numa baixaria, Bolsonaro zombou da aparência da primeira-dama francesa, Brigitte Macron, ao responder o comentário de um seguidor em suas redes sociais que a comparava com Michelle Bolsonaro. “Entende agora por que o Macron odeia Bolsonaro?”, perguntou o bolsonarista. Bolsonaro comentou: “Não humilha cara. Kkkkkk”.

Macron classificou a atitude de "extraordinariamente desrepeitosa" e disse esperar que os brasileiros "tenham rapidamente um presidente à altura do cargo".

Os dois casais presidenciais têm em comum a diferença de idade, sendo que Brigitte Macron, atualmente com 69 anos, é mais velha que o marido, que tem 44 anos. Já Bolsonaro tem 67 anos, enquanto sua esposa, Michelle, tem 40.

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