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Lula critica bloqueio a candidatura opositora na Venezuela: 'É grave'


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (28) ser "grave" que Corina Yoris não tenha conseguido registrar sua candidatura à Presidência da Venezuela.


Lula disse que conversou com seu homólogo Nicolás Maduro - durante encontro entre os dois na cúpula da Celac, no início de março - sobre como é essencial garantir o processo democrático no país, uma vez que é "importante para a Venezuela voltar ao mundo com normalidade".


"Eu fiquei surpreso com a decisão. Primeiro a decisão boa, da candidata que foi proibida de ser candidata pela Justiça [María Corina Machado] indicar uma sucessora [Corina Yoris]. Achei um passo importante. Agora, é grave que a candidata não possa ter sido registrada. Ela não foi proibida pela Justiça. Me parece que ela se dirigiu até o lugar e tentou usar o computador, o local, e não conseguiu entrar. Então foi uma coisa que causou prejuízo a uma candidata", afirmou o presidente, citado pelo g1.


Lula ainda acrescentou que "o dado concreto é que não tem explicação. Não tem explicação jurídica, política, você proibir um adversário de ser candidato".


"Disse para ele [Maduro] que a coisa mais importante para reestabelecer a normalidade na Venezuela era não ter problema no processo eleitoral. Era que a eleição fosse convocada da forma mais democrática possível", relatou Lula.


"O fato de uma candidata ter sido proibida pela Justiça ser candidata não era um agravante. Porque vocês não podem esquecer que, aqui no Brasil, eu fui proibido de ser candidato quando era o primeiro colocado em todas as pesquisas de opinião pública".


"Eu indiquei outro candidato, perdemos as eleições. Mas fez parte do jogo democrático. Participei, perdi, paciência".


As declarações de Lula foram dadas durante a cerimônia de recepção ao presidente francês, Emmanuel Macron, nesta quinta-feira (28), no Palácio do Planalto, em Brasília. Macron elogiou a postura de Lula: "Posição muito corajosa". E acrescentou: "Nós a compartilhamos totalmente, e seu papel é determinante para encontrar uma saída para essa crise".


As declarações de Lula ocorrem após o posicionamento do Itamaraty feito nesta semana de "preocupação" com o processo eleitoral no país.


Em resposta, Caracas disse que o comunicado "cinzento" do Ministério das Relações Exteriores brasileiro parece ter sido escrito "pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos", conforme noticiado.


As eleições venezuelanas estão agendadas para o dia 28 de julho.

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