Lula diz que Bolsonaro tentou dar golpe e 'fugiu como rato'
- 24 de jul. de 2025
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (24), durante evento no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fugiu do Brasil "como um rato" após planejar um golpe de Estado. Lula ainda classificou como "uma vergonha" Bolsonaro mandar o filho, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), para os Estados Unidos para pedir uma intervenção do presidente Donald Trump.
"O cara que tentou dar o golpe para não dar posse para mim, não teve coragem de me esperar, fugiu como rato foge. Fez a bobagem que fez, mandou o filho dele sair de deputado federal e ir para Washington pedir para que o presidente Trump intervenha no Brasil. É uma vergonha", afirmou Lula.
O presidente disse ainda que Bolsonaro deve ser punido pelos crimes pelos quais está sendo julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
"É uma vergonha, isso é uma falta de caráter, é falta de coragem. Fez as m... que fez? Pague pelas m.. que fez, e respeite o povo brasileiro", disse.
Lula comparou a situação atual com a época em que foi preso por decisão do ex-juiz Sérgio Moro - que depois se tornou ministro da Justiça de Bolsonaro e atualmente é deputado federal (União Brasil-PR). Lula disse que recebeu convites para sair do Brasil e pedir asilo a embaixadas, mas tomou a decisão de ficar no País. Quando preso, o petista disse que se negou a utilizar tornozeleira eletrônica e ir para a prisão domiciliar.
"Tinha gente que falava assim: Lula, vai para o exterior, vai para uma embaixada. Eu dizia: 'Um cara que não morreu de fome até os 5 anos e sobreviveu, não vai correr não. Eu vou provar a minha inocência'", comparou.
"Nem sei como aquele cara chegou a ser tenente do Exército. Se borrou todo. Perdeu as eleições, ficou dentro de casa chorando, chorando: Ah, não podemos deixar o Lula tomar posse, não podemos deixar". Preparou um golpe, nós ficamos sabendo, a polícia investigou. Eles mesmo se delataram, agora ele foi indiciado, o procurador-geral pediu a condenação dele e ele vai, sim senhor, se a Justiça decidir, com base nos autos do processo, ele vai para o xilindró", afirmou Lula.
Nesta quinta-feira, no Vale do Jequitinhonha-MG, o presidente participou de cerimônia de anúncios do governo federal na área de educação e igualdade racial para as populações tradicionais, como quilombolas e indígenas, para a inclusão socioeconômica desses povos. Um dos destaques anunciados é o investimento de R$ 1,17 bilhão na construção de 249 escolas voltadas a comunidades indígenas e quilombolas, no âmbito do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). As obras estão sendo entregues desde 2024 e continuam até o ano que vem. O governo também trabalha em 22 obras emergenciais nos territórios Yanomami e Ye'Kwana, incluindo escolas e um centro de formação de professores.










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