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Lula diz que Israel segue matando mulheres e crianças na Palestina

  • 25 de mai. de 2024
  • 2 min de leitura

(Reprodução)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar a ofensiva israelense na Faixa de Gaza, classificando como uma "aberração" a situação no enclave.


"Quero pedir uma solidariedade às mulheres e crianças que estão morrendo na Palestina por irresponsabilidade do governo de Israel, que continua matando mulheres e crianças. A gente não pode se calar diante das aberrações", disse o presidente.


A declaração foi dada em um discurso na cidade de Guarulhos (SP), onde Lula esteve para participar da inauguração de obras de infraestrutura na Via Dutra.


O presidente vem criticando repetidas vezes as ações de Israel na Faixa de Gaza. Em abril, Lula disse que a ofensiva israelense não se trata de uma guerra entre dois exércitos, mas de entre o Exército de Israel e "milhares de mulheres e crianças".


Em fevereiro, ele afirmou que a ofensiva "já deixou mais de 90% da população em situação de fome, além de 100 mil pessoas mortas, feridas ou desaparecidas", e se disse favorável à "criação do Estado Palestino, livre e independente".


"Quero dizer pra vocês que sou favorável à criação do Estado Palestino, livre e independente, e posso ter o Estado Palestino convivendo com o Estado Israel", disse o presidente na ocasião.


Mais cedo, o presidente lamentou a morte do único refém brasileiro levado pelo grupo Hamas para a Faixa de Gaza nos ataques de 7 de outubro. O corpo de Michel Nisembaum, de 59 anos, foi encontrado em Jabalia.


"Soube, com imensa tristeza, da morte de Michel Nisembaum, brasileiro mantido refém pelo Hamas. Conheci sua irmã e filha, e sei do amor imenso que sua família tinha por ele. Minha solidariedade aos familiares e amigos de Michel. O Brasil continuará lutando, e seguiremos engajados nos esforços para que todos os reféns sejam libertados, para que tenhamos um cessar-fogo e a paz para os povos de Israel e da Palestina", afirmou o presidente.


As críticas de Lula à ofensiva israelense não são isoladas entre a comunidade internacional, com vários líderes pedindo pelo fim da violência no enclave palestino e acusando Israel de cometer genocídio.


Nesta semana, três países europeus, Espanha, Irlanda e Noruega, anunciaram o reconhecimento da Palestina como um Estado independente. A Corte Internacional de Justiça (CIJ), ordenou que Israel interrompa sua operação em Rafah. Após a decisão, a Alemanha informou que prenderá o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, por crimes de guerra, caso ele entre no país.


Em resposta à decisão da CIJ, o ministro do gabinete de guerra israelense, Benny Gantz, disse que Israel não cumprirá a determinação e continuará a sua campanha "justa e necessária" contra o Hamas.


Neste sábado (25), em entrevista à emissora espanhola TVE, a ministra da Defesa da Espanha disse que o conflito em Gaza é um "verdadeiro genocídio".


Israel bombardeia acampamento

Neste sábado (25), a Força Aérea Israelense atacou um campo de refugiados palestinos na cidade de Khan Younis, ao sul da Faixa de Gaza. Num vídeo transmitido nas redes sociais, vê-se um míssil caindo sobre tendas e ouve-se imediatamente uma explosão. Além disso, a gravação mostra a cratera do projétil e barracas destruídas no local.


Com as agências Sputnik e RT

 
 
 

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