Lula nega responsabilidade por indicações ao STF e defende punição

Durante entrevista ao canal e podcast "Desce a Letra Show", nesta quarta-feira (16), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se pronunciou sobre a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) após a sessão que acabou frustrando a opinião pública, depois do pedido de vistas do ministro Flávio Dino sobre o conflito entre Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Respondendo a críticas e tentativas de relacioná-lo aos magistrados, Lula afirmou que não pode ser responsabilizado pelas indicações de Alexandre de Moraes, Kassio Nunes Marques e André Mendonça ao STF, ressaltando que não estava na Presidência quando eles foram nomeados. Segundo ele, a responsabilidade cabe a quem ocupava o cargo à época.
O presidente aproveitou para repetir o que tem dito desde que o nome de seu filho Fábio Luiz Inácio da Silva, o Lulinha, tem aparecido na mídia por suposto envolvimento no escândalo do INSS.
"Todo mundo que cometeu erro tem que ser julgado. Eu defendo julgamento justo, direito de defesa, mas, se cometeu delito, tem que pagar. Vale para mim, vale para o [Edson] Fachin, vale para o Moraes. Essa é a minha tese", declarou.
Ainda segundo Lula, o princípio da responsabilização é essencial para preservar a credibilidade das instituições, mas não deixou de lembrar que a oposição tem "obsessão" pelo ministro.
O presidente atribui a fixação de seus adversários por Alexandre de Moraes por seu papel nas condenações relacionadas ao 8 de janeiro de 2023, quando o ministro protagonizou, junto de seus pares, um combate contra todos aqueles que cometeram crimes contra a democracia do país que culminou com a prisão do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro por tentativa de Golpe de Estado.
"Eu acho que o Moraes prestou um serviço à democracia. Ele foi presidente do Tribunal Superior Eleitoral [TSE] na eleição em que eu ganhei e sabe da tentativa que o [Jair] Bolsonaro fez de destruir a credibilidade da urna eletrônica", disse.
Lula também elogiou Moraes pela condução da Justiça Eleitoral em 2022, destacando sua atuação na defesa do sistema diante das tentativas de Bolsonaro de desacreditar as urnas eletrônicas.
O presidente voltou a defender a segurança das urnas eletrônicas, afirmando que o sistema brasileiro é confiável e não depende da Internet. Disse ainda estar tranquilo em relação às críticas e considerou importante rebater versões que, segundo ele, distorcem os fatos.
Da Sputnik Brasil











Comentários