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Lula resgata nacionalismo de Vargas na defesa da soberania

  • 28 de ago. de 2025
  • 3 min de leitura


Dois dias após o 71º aniversário da morte do presidente Getúlio Vargas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi buscar inspiração no velho líder trabalhista para reafirmar, durante uma reunião ministerial, em Brasília, a defesa da soberania nacional contra os ataques à economia e às instituições brasileiras, desferidos pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

Vargas, que lançou as bases do desenvolvimento autônomo do Brasil, foi levado ao martírio do dia 24 de agosto de 1954 pelas forças reacionárias que não admitiam a independência econômica brasileira e queriam manter o Brasil sob o jugo do imperialismo norte-americano, uma reação que volta a recrudescer, hoje, com as tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros e com Trump atacando diretamente o Supremo Tribunal Federal para tentar livrar Jair Bolsonaro do julgamento pela tentativa de golpe de estado.

Durante a reunião ministerial do dia 26 de agosto, Lula leu uma declaração de Getúlio, assumindo o compromisso de fazer um governo nacionalista, diante das pressões internacionais. As referências a Vargas aconteceram durante a parte reservada da reunião, quando os jornalistas já haviam deixado a sala em que se encontravam os ministros com o presidente, no Palácio do Planalto.

No entanto, as informações sobre o discurso getulista de Lula foram resgatadas pelo repórter Guilherme Balza e publicadas no G1. Em seu blog, o comentarista da Globo News, Octavio Guedes, afirma que a estratégia de aproximar Lula da imagem nacionalista de Getúlio Vargas, em meio à luta atual em defesa da soberania nacional, teria partido do ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira.




Diz a nota:

“O ministro Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República) quebrou um tabu histórico e criou o "GetuLula", a mistura dos dois líderes mais populares da história da República brasileira que sempre disputaram o título de pai dos pobres: Getúlio Vargas e Lula.

Como revelado pelo repórter Guilherme Balza, na mais recente reunião ministerial, Lula leu uma carta de Getúlio, de quem já foi um crítico. No texto de 1950, quando se candidatava para voltar à presidência, agora pelo voto popular e não mais pelas armas, como em 1930, Getúlio promete um governo nacionalista, diante de pressões internacionais e de parcelas da elite nacional.”

A matéria do G1 relata que Lula leu, durante a reunião ministerial, o seguinte trecho de uma carta de Vargas publicada pelo jornal paulista “Folha da Noite”, quando ainda estava em campanha para voltar ao Palácio do Catete “nos braços do povo”, como havia anunciado, em 1950:

"Conheço meu povo e tenho confiança nele. Tenho plena certeza de que serei eleito, mas sei também que, pela segunda vez, não chegarei ao fim do meu governo. Terei de lutar. Até onde resistirei? Se não me matarem, até que ponto meus nervos poderão agüentar? Uma coisa lhes digo: não poderei tolerar humilhações".


“No Fio da História”

O sacrifício do presidente Getúlio Vargas, tirando a própria vida, frustrou um golpe em marcha para depô-lo e conseguiu preservar a democracia e a independência do Brasil, pelo menos até 1964, quando um outro golpe, desta vez bem sucedido, depôs o presidente João Goulart, herdeiro do Trabalhismo, assim como Leonel Brizola.

Em São Borja, no Rio Grande do Sul, antes das homenagens diante do túmulo do presidente Getúlio Vargas, como ocorre anualmente, os trabalhistas também reverenciaram a memória do ex-governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, sepultado no mesmo cemitério em que estão os restos mortais de Getúlio e Jango. Brizola Neto, analista político do programa “No Fio da História”, produzido e exibido semanalmente pelo canal do TODA PALAVRA no YouTube e pela Rádio Toda Palavra, e sua irmã Juliana Brizola, netos de Leonel Brizola, depositaram rosas vermelhas no túmulo do líder trabalhista, juntamente com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi.

As imagens gravadas em São Borja no último fim de semana, bem como uma entrevista exclusiva com o presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Antônio Neto, que representa o legado do movimento sindical nascido sob a inspiração da Era Vargas, podem ser vistas na última edição do programa em www.youtube.com/@todapalavra.


Assista:



 
 
 

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