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Lula retira grades do Palácio do Planalto: 'Brasil civilizado'


(Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República retirou, nesta quarta-feira (10), em Brasília, as grades de proteção do Palácio do Planalto. Os equipamentos cercavam o local desde 2013, quando começaram protestos violentos em várias cidades do país durante o governo Dilma Rousseff. Os gradis permaneceram ao longo dos anos seguintes, abrangendo o período de protestos durante o processo de impeachment da então presidenta Dilma Rousseff, os mais de dois anos de governo golpista de Michel Temer (MDB) e os quatro anos da gestão Jair Bolsonaro (PL), além do episódio de tentativa de golpe de Estado organizado por militantes de extrema-direita bolsonaristas, em 8 de janeiro deste ano.


De acordo com o ministro da Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência, Paulo Pimenta, a retirada é simbólica e ocorreu a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva diante do cenário que o país vive.


"O presidente solicitou a retirada das grades aqui e no Itamaraty. O momento que o país está vivendo, de união e reconstrução não pode ter esse gradil, não combina com as grades. Ele já tinha esse desejo", disse Pimenta a jornalistas, no Palácio do Planalto.


Segundo o ministro, em ocasiões específicas, como solenidades e desfiles, as grades móveis poderão ser recolocadas temporariamente.


Em discurso recente, o presidente Lula manifestou seu descontentamento com as grades e barreiras de segurança também do Palácio da Alvorada, sua residência oficial, e disse que é preciso fazer o Brasil voltar a “ser civilizado”.


Lula desce a rampa e confere

Horas depois, o presidente foi conferir de perto a entrada do Palácio do Planalto sem grades móveis de proteção, após quase dez anos. De surpresa, Lula desceu a rampa da sede do governo, pouco mais de cinco meses após fazer o trajeto oposto para dar o pontapé inicial do seu terceiro mandato presidencial.


"O que eu acho é que o Brasil não precisa estar cercado de grades. Deixa livre para a democracia, ela não precisa de muros", disse Lula a jornalistas ao andar sobre a rampa. Ele estava acompanhado de sua esposa Janja Lula da Silva, e do ministro Paulo Pimenta.

(Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Lula também determinou a retirada dos blocos de concreto posicionados na via que dá acesso às residências oficiais do presidente e vice-presidente, respectivamente o Palácio da Alvorada e o Palácio do Jaburu, que ficam numa área um pouco mais isolada, mas próxima da Praça dos Três Poderes.


"Eu vou tirar aquela muralha na frente do Palácio [da Alvorada]", disse Lula, lembrando que, ao longo dos seus oito anos de mandato, nunca sofreu protestos em frente à residência oficial. "Se eu quiser cercar o povo e não permitir que ele faça protesto, não tem sentido a democracia", argumentou.


Após conferir o Palácio do Planalto sem grades, o presidente ainda cumprimentou apoiadores que estavam no local e tirou foto com eles. A primeira-dama Janja também foi bastante solicitada pelos populares, especialmente mulheres.


Com a Agência Brasil

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